*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Na manhã desta terça-feira, dia 11 de agosto de 2026, a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, deflagrou a Operação Pele de Cordeiro.
A ação tem como foco desmantelar uma associação criminosa na capital, revelando um plano arquitetado a partir de informações privilegiadas repassadas por uma pessoa próxima às vítimas.
Nesta fase da investigação, as equipes policiais cumprem um total de 12 ordens judiciais expedidas pelo Poder Judiciário, sendo 5 mandados de busca e apreensão, 2 mandados de prisão preventiva e 5 ordens de quebra de sigilo fiscal e bancário.
O principal objetivo das diligências é individualizar a conduta de cada um dos envolvidos, rastrear a movimentação financeira ilícita e colher novas provas materiais que consolidem a participação dos suspeitos no planejamento e na execução do crime.
O nome da operação, Pele de Cordeiro, faz referência direta à principal linha de investigação conduzida pela Derf: a participação de uma pessoa próxima à família vítima, que utilizou da confiança depositada para fornecer dados sensíveis e sigilosos aos criminosos.
Segundo o inquérito, essa pessoa foi responsável por repassar informações detalhadas sobre a rotina da família, o patrimônio acumulado e a suposta existência de grandes quantias de dinheiro armazenadas na residência. Com esses dados em mãos, o grupo estruturou um planejamento prévio, garantindo suporte logístico e garantias para a execução do assalto.
RELEMBRE O CASO: O SEQUESTRO E A VIOLÊNCIA
O crime investigado ocorreu no dia 17 de março de 2026. Na ocasião, três criminosos armados surpreenderam e renderam os membros da família no momento em que saíam de casa.
Sob forte ameaça e empregando armas de fogo, os assaltantes invadiram o imóvel e, em seguida, sequestraram as vítimas, levando-as para uma região de mata na periferia. No cativeiro temporário, as pessoas foram mantidas amarradas, sob constantes ameaças de morte e obrigadas a realizar transferências bancárias via Pix.
Durante a ação criminosa, uma das vítimas foi brutalmente agredida após se recusar a realizar uma das transferências exigidas pelos criminosos. Além do dinheiro subtraído por meio digital, totalizando um prejuízo superior a R$ 95 mil, os bandidos roubaram peças de ouro, aparelhos celulares e diversos outros bens de valor da residência.

