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Leia: Concursados da PM pedem nomeação urgente diante de déficit de efetivo
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31 de julho de 2026 01:04

OpiniãoMT > Blog > Mato Grosso > Concursados da PM pedem nomeação urgente diante de déficit de efetivo
Mato Grosso

Concursados da PM pedem nomeação urgente diante de déficit de efetivo

Jornalista Mauad
Publicado em: 5 de setembro de 2025
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4 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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A Associação dos Aprovados no Concurso da Polícia Militar intensificou as cobranças ao governo estadual, pedindo a nomeação dos 1.100 candidatos remanescentes. De acordo com o representante da Associação, Marco Antônio Campos Mourão, a não convocação é “incompreensível diante da situação de criminalidade e do alto índice de arrecadação do estado”.

Em uma declaração contundente, Mourão criticou a postura do governo, afirmando que a defasagem no efetivo da PMMT é um problema de “vida ou morte” para a população.

A URGÊNCIA DA CONVOCAÇÃO DIANTE DO DÉFICIT

Marco Antônio Mourão detalha a situação, que ele qualifica como crítica: do total de 1.800 candidatos aprovados, apenas 700 foram convocados até agora. Ele aponta que o efetivo da Polícia Militar sofre com uma defasagem de quase 5.000 policiais, o que, segundo ele, coloca a população em risco.

“Mesmo que nos chamem, o estado ainda precisaria de um novo concurso para poder convocar”, ressalta, destacando que o problema vai muito além do grupo de aprovados.

A reivindicação da associação é embasada pela Lei Complementar nº 529/2014, criada pelo próprio estado, assinada pelo governador da época, Silval Barbosa, que estabelece um efetivo mínimo de 12.495 policiais militares. A realidade, no entanto, é bem diferente: o efetivo atual é de apenas 6.200 PMs. Um levantamento interno, o lotacionograma da PMMT referente ao 1º trimestre de 2025, confirma a gravidade do cenário, mostrando cerca de 6 mil cargos vagos na corporação.

CRÍTICAS AO NÃO CHAMAMENTO

O representante da associação não poupou críticas, questionando a falta de prioridade para a segurança pública.

“Somos um dos estados que mais matam mulheres no Brasil. Temos cidades que figuram entre as mais perigosas do país como Sorriso. Diante de tudo isso, é incompreensível a não convocação desses 1.100 aprovados. Lembrando que não falta recurso. Necessidade tem, o que realmente falta é vergonha e falta de vontade política”, declarou Mourão.

Ele ainda citou o avanço da criminalidade com armamento pesado e o alto número de feminicídios, crimes que, segundo ele, são agravados pela ausência de patrulhamento.

O POSICIONAMENTO DO GOVERNADOR DO ESTADO

Em uma entrevista concedida em julho deste ano, o governador Mauro Mendes abordou o tema, defendendo que a nomeação segue um planejamento das Forças de Segurança e leva em conta a questão fiscal do estado.

“O governador não faz chamamento. O governador cumpre um planejamento feito pelas Forças de Segurança e eu olho para a questão fiscal do Estado também”, afirmou Mendes, acrescentando que “nesse momento não chegou nada na minha mão a esse respeito”.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) informou que o Governo do Estado convocou, entre 2023 e 2025, quase 3.000 efetivos para as forças de segurança. A nota ainda ressalta que há turmas em formação e que um novo estudo técnico para definir possíveis convocações está previsto para o primeiro semestre de 2026.

Apesar da resposta do governo, Marco Antônio Mourão reforça que a associação busca o amparo jurídico para a nomeação dos aprovados.

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