*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) rebateu as declarações e críticas feitas pelo colega de partido, deputado Faissal Calil (PL), garantindo que manterá a palavra e o apoio à permanência do deputado Dr. João (MDB) na Primeira Secretaria da Casa, na disputa pela formação da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A tensão entre os dois parlamentares do PL aumentou após Faissal ter sugerido que Cattani deixasse a sigla por apoiar a composição articulada pelo atual presidente Max Russi (Podemos), que busca a reeleição. Faissal almeja disputar a Primeira Secretaria e criticou a postura do correligionário.
Ao comentar a sugestão de Faissal para que mudasse de legenda, Cattani classificou a atitude como uma demonstração de imaturidade política e reforçou a lealdade ideológica ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Quando ele sugere para eu sair do PL, me mudar para o Podemos ou alguma coisa nesse sentido, é muita infantilidade, até porque a Mesa não depende de partidos. A Mesa quem vota são os deputados e aí tem, sim, que fazer acordo com todos eles. Mas se me quiserem fora do partido, é só me expulsar. Está tudo bem. Para mim não tem problema nenhum. Tenho muito orgulho de ser bolsonarista, de realmente seguir o líder que é Jair Bolsonaro e não simplesmente uma sigla partidária”, rebateu Cattani.
Segundo Cattani, o apoio à chapa liderada por Max Russi e Dr. João não é uma negociação recente, mas sim um compromisso firmado há dois anos entre os parlamentares da Casa. Na ocasião da eleição da Mesa anterior, Cattani pretendia ocupar a primeira Vice-Presidência, mas abriu mão do espaço após articulações internas que conduziram o deputado Júlio Campos (União) ao posto, ficando com a Segunda vice-Presidência sob o acordo de poder disputar a primeira vice-presidência na eleição seguinte.
O deputado foi enfático ao defender o cumprimento da palavra dada perante os demais parlamentares.
“Um homem não é obrigado a falar, mas ele é obrigado a cumprir aquilo que ele fala. Então, esse combinado foi com todos os deputados lá atrás e nós estamos cumprindo isso. Se ele [Max] montar a chapa com o secretário que ele quiser, como parceiro dele, nós vamos estar juntos. E é essa que é a questão, né? Para ser primeiro secretário, que se lasque o projeto do outro? Isso que é uma coisa muito deselegante aí da parte do meu colega Faissal”, completou.
Cattani também revelou que não pretende buscar reuniões com Faissal para tratar do tema, alegando que vem sendo preterido de encontros promovidos pelo correligionário para discutir a Mesa Diretora.
“Quem não quer se reunir é ele, uma vez que eles fazem reuniões sem me convidar, eles não querem se reunir comigo e não tem o que discutir. Isso foi discutido desde sempre, então não tem muito o que a gente discutir. E também, ele já está me enxotando do partido, eu só tenho que pedir misericórdia e ficar quieto”, concluiu Cattani.

