*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), deflagrou na manhã da última sexta-feira, dia 6 de novembro, a Operação Deceptio. A ação teve como objetivo desarticular uma estrutura criminosa especializada em estelionatos digitais e fraudes corporativas contra empresas.

Ao todo, os policiais civis deram cumprimento a seis ordens judiciais expedidas pela Justiça, sendo três mandados de busca e apreensão domiciliares e três ordens de afastamento de sigilo telemático, todos executados no município de Cuiabá.
As investigações conduzidas pela DRCI tiveram início a partir da comunicação de uma tentativa de fraude registrada em fevereiro de 2025, contra uma empresa do ramo da construção civil sediada na capital.
Na ocasião, os estelionatários utilizaram o aplicativo de mensagens WhatsApp criando um perfil falso e se passando por um dos sócios da pessoa jurídica. Em seguida, entraram em contato com o setor financeiro solicitando a transferência urgente de valores via Pix.
A fraude acabou sendo frustrada graças à rápida intervenção das equipes policiais da DRCI, que prenderam em flagrante a pessoa titular da conta bancária de destino que receberia a quantia.
Com o aprofundamento das apurações, a Polícia Civil identificou a existência de uma rede organizada focada em crimes cibernéticos de grande porte. Durante os interrogatórios, os investigados confessaram que vendiam o acesso das contas bancárias para viabilizar a recepção do dinheiro das fraudes.
Além da cedência de contas, os investigadores constataram a participação direta de integrantes da organização na gestão dos perfis falsos e no levantamento prévio de dados estratégicos sobre os setores financeiros e diretores das empresas-alvo.
Segundo a DRCI, a meta do grupo era obter valores mínimos de R$ 20 mil por cada golpe aplicado. As diligências também revelaram a existência de fraudes idênticas cometidas contra vítimas e empresas localizadas em diversos estados do país. As investigações prosseguem para identificar outros membros e beneficiários do esquema.

