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Leia: Após ataque de Israel ao Irã, preços do petróleo dispararam mais de 8%
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OpiniãoMT > Blog > Economia > Após ataque de Israel ao Irã, preços do petróleo dispararam mais de 8%
Economia

Após ataque de Israel ao Irã, preços do petróleo dispararam mais de 8%

Preços do petróleo sobem mais de 8% após ataques de Israel ao Irã, aumentando preocupações com fornecimento e impacto na economia global.

Redação OPMT
Publicado em: 13 de junho de 2025
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3 Minutos de Leitura
Após ataque de Israel ao Irã, preços do petróleo dispararam mais de 8%
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Os preços do petróleo registraram forte alta nesta sexta-feira (13), em meio a crescentes tensões no Oriente Médio. Os contratos futuros da commodity dispararam mais de 8% após ataques israelenses a instalações nucleares e militares no Irã, elevando o alerta global sobre uma possível interrupção no fornecimento de energia.

Tensão no Oriente Médio elevam preços do petróleo

A ofensiva realizada por Israel contra alvos estratégicos no Irã gerou preocupação imediata nos mercados internacionais. As ações militares atingiram áreas relacionadas ao programa nuclear iraniano, fábricas de mísseis balísticos e bases militares, de acordo com o governo israelense. Em resposta, o Irã prometeu retaliação, o que aumenta o risco de escalada no conflito.

Embora tanto Israel quanto o Irã não sejam grandes exportadores globais de petróleo, sendo que o Irã enfrenta restrições por sanções internacionais, o temor de que a tensão se espalhe para outras nações produtoras da região levou investidores a reagirem com cautela.

Reação nos mercados e alta histórica dos contratos

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, subiram cerca de 8%, sendo negociados a US$ 75 por barril por volta das 9h55 (horário de Brasília), após atingir uma máxima intradiária de US$ 78,50 — o maior patamar desde 27 de janeiro. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), negociado nos Estados Unidos, teve alta de 8,3%, cotado a US$ 73,71, após alcançar US$ 77,62, nível mais alto desde 21 de janeiro.

Esse salto representa o maior movimento intradiário nos preços do petróleo desde 2022, ano marcado pela invasão russa à Ucrânia, outro fator que desestabilizou o mercado energético global.

Impacto econômico e possível pressão inflacionária

De acordo com especialistas, o cenário de incerteza internacional pode desencadear uma fuga de capitais dos mercados emergentes, como o Brasil, em direção a ativos considerados mais seguros, como dólar, ouro e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, explica que o encarecimento dos combustíveis pode elevar ainda mais a inflação no Brasil, pressionando as margens de empresas que dependem fortemente de combustíveis ou insumos importados. “Isso afeta também o cenário monetário, tornando improvável qualquer redução na taxa Selic no curto prazo, o que prejudica setores ligados ao crédito e à demanda interna”, afirma.

Irã nega danos às instalações de petróleo

Apesar dos ataques, a National Iranian Oil Refining and Distribution Company informou que suas instalações de refino e armazenamento de petróleo não foram atingidas e seguem operando normalmente. A China, principal compradora do petróleo iraniano, pode buscar fontes alternativas de fornecimento, como outros países do Oriente Médio ou a Rússia, em caso de agravamento da crise.

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