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Leia: ADPF pede que Gonet se declare impedido de investigar Mendonça
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21 de outubro de 2026 22:26

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OpiniãoMT > Blog > Caso Master > ADPF pede que Gonet se declare impedido de investigar Mendonça
Caso Master

ADPF pede que Gonet se declare impedido de investigar Mendonça

ADPF pede que Gonet se declare impedido em apuração sobre relatório da PF e questiona investigação envolvendo autoridades no caso Banco Master.

Redação OPMT
Publicado em: 6 de setembro de 2026
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6 Minutos de Leitura
Procurador-geral propõe reajuste de 24% para servidores do Ministério Público
Procurador-geral da República, Paulo Gonet. Imagem: Redes Sociais.
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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) solicitou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, seja considerado impedido de atuar na apuração relacionada a um relatório produzido pela Polícia Federal por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento reúne informações sobre possíveis relações entre o ministro Alexandre de Moraes, Gonet e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

ADPF questiona atuação de Gonet na investigação

O pedido da associação foi apresentado neste sábado (5 de setembro de 2026) e está relacionado ao procedimento instaurado para analisar a elaboração do relatório da Polícia Federal. Para a entidade, os agentes envolvidos na produção do documento apenas cumpriram uma determinação judicial emitida pelo então relator do caso no Supremo.

Na manifestação, a ADPF sustenta que delegados e servidores federais seguiram os limites estabelecidos pela decisão judicial e não teriam autonomia para decidir quais determinações deveriam ou não ser executadas.

A associação também afirma que a abertura de uma apuração sobre a atuação dos investigadores pode produzir um efeito de intimidação sobre os responsáveis pelas investigações.

Segundo a entidade, a análise dos fatos precisa considerar todos os envolvidos, sem tratamento diferenciado em razão da posição ocupada por eventuais autoridades mencionadas no material produzido pela Polícia Federal.

Gonet é alvo de pedido de impedimento pela associação

Além de solicitar o afastamento de Gonet da apuração, a ADPF pediu que seja arquivado o requerimento apresentado pela Procuradoria-Geral da República para declarar nulos os atos relacionados ao relatório.

A associação argumenta que esse instrumento não seria adequado para contestar uma decisão tomada no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

Outro ponto defendido pela entidade é que os acontecimentos investigados na Operação Compliance Zero sejam examinados integralmente. A ADPF afirma que a apuração deve alcançar todas as autoridades eventualmente relacionadas aos fatos, sem restrições quanto à identidade ou ao cargo dos envolvidos.

A controvérsia surgiu após a produção de um relatório da PF que teria reunido informações encontradas durante diligências relacionadas ao Banco Master. Entre os elementos mencionados estão dados obtidos a partir da análise do celular de Daniel Vorcaro, que apontaram conversas envolvendo Alexandre de Moraes.

Entenda a apuração envolvendo a Polícia Federal

A Procuradoria-Geral da República informou ao Supremo Tribunal Federal que instaurou um procedimento para verificar se houve alguma interferência na elaboração do relatório policial.

Gonet afirmou que não teria sido informado previamente sobre a determinação do ministro André Mendonça para que o documento fosse produzido. A partir dessa alegação, a PGR passou a questionar a forma como determinadas diligências foram conduzidas durante a investigação.

O procedimento instaurado pela Procuradoria está relacionado ao controle externo da atividade policial. A medida segue uma determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin, para verificar se ocorreram eventuais irregularidades nas investigações relacionadas ao Banco Master.

A discussão ganhou novos contornos após Fachin afirmar, na quinta-feira (3 de setembro), que a existência de um pedido da PGR para anular atos praticados por Mendonça exigiria uma apuração específica. Nesse contexto, caberia verificar se houve efetivamente interferência indevida do ministro na condução das investigações da Polícia Federal.

PGR questiona decisões de André Mendonça

A posição apresentada por Gonet é de que André Mendonça teria ultrapassado os limites de sua atuação ao direcionar determinadas diligências para a obtenção de informações relacionadas a Alexandre de Moraes.

A Procuradoria-Geral da República considera que a atuação do ministro poderia configurar abuso de autoridade no exercício da relatoria envolvendo o Banco Master.

Outro ponto levantado pela PGR diz respeito à análise do telefone de Daniel Vorcaro. Conforme a argumentação apresentada por Gonet, a medida que permitiu identificar comunicações entre Vorcaro e Moraes teria sido determinada por Mendonça sem que a Procuradoria fosse comunicada.

A discussão envolve, portanto, o papel do Ministério Público no acompanhamento das atividades realizadas pela Polícia Federal e os limites das decisões judiciais durante uma investigação.

Caso envolve Banco Master e autoridades

O episódio está inserido em uma disputa institucional relacionada às investigações sobre o Banco Master e aos procedimentos adotados durante a Operação Compliance Zero. De um lado, a PGR questiona a maneira como determinadas diligências foram determinadas e sustenta que não houve comunicação adequada ao Ministério Público. De outro, a ADPF defende os policiais e servidores que participaram da elaboração do relatório, argumentando que eles atuaram para cumprir uma ordem judicial.

A entidade também contesta a abertura de uma investigação sobre a atuação dos investigadores e pede que Gonet não participe da análise dos fatos, alegando possível impedimento diante das informações que aparecem no próprio relatório.

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