*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), subiu o tom das críticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) durante entrevista à imprensa na última segunda-feira, dia 11 de maio. O alvo do gestor foi a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da chamada “Lei da Dosimetria”, medida que poderia reduzir as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.
Para Brunini, a interferência do Judiciário em uma matéria legislativa representa uma afronta aos parlamentares brasileiros. O prefeito classificou a suspensão da lei como um desrespeito à autonomia entre as instituições.
“É um tapa na cara dos senadores, dos deputados. Um tapa na cara deles. O que o Alexandre de Moraes e tantos outros estão fazendo é o que está sendo o verdadeiro golpe à democracia, porque não respeitam a Constituição, não respeitam o Estado Democrático de Direito e não respeitam a separação dos Poderes”, afirmou o prefeito.
Durante a fala, Abilio também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, relacionando a indignação popular a recentes polêmicas envolvendo a gestão federal. Ele mencionou supostos escândalos no Banco Master e no INSS como os verdadeiros combustíveis para a insatisfação social.
“O que faz ter novos ataques é a corrupção que está impregnada no governo Lula. É a corrupção que cria indignação na população. Acho que o povo está de saco cheio desse discursinho barato de que foi golpe ou alguma coisa assim, porque ninguém acredita mais nisso”, disparou.
A Lei da Dosimetria visava recalcular e, consequentemente, abrandar as penas impostas aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. Com a decisão de Moraes, a aplicação desses novos critérios fica interrompida até que o plenário do STF analise a constitucionalidade da norma.
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