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Leia: Justiça dá 48 horas para Virginia Fonseca remover publicidade de Bets
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21 de outubro de 2026 20:39

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Justiça dá 48 horas para Virginia Fonseca remover publicidade de Bets
Brasil

Justiça dá 48 horas para Virginia Fonseca remover publicidade de Bets

Justiça do DF determina que Virginia Fonseca remova anúncios de apostas sem transparência e fixa multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

Redação OPMT
Publicado em: 22 de julho de 2026
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6 Minutos de Leitura
Justiça dá 48 horas para Virginia Fonseca remover publicidade de Bets2
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A Justiça do Distrito Federal determinou que Virginia Fonseca retire, no prazo de até 48 horas, publicações relacionadas à divulgação de apostas esportivas que não atendam às regras de transparência estabelecidas pela decisão judicial. A medida também impõe restrições à forma como esse tipo de publicidade poderá ser apresentado ao público, proibindo mensagens que possam induzir consumidores ao erro ou transmitir a ideia de ganhos garantidos.

Decisão estabelece novas regras para publicidade de apostas

A decisão foi assinada pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel na terça-feira (21) e divulgada oficialmente nesta quarta-feira (22). O magistrado acolheu parcialmente um recurso apresentado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que contestava uma decisão anterior que havia negado a suspensão imediata das campanhas publicitárias vinculadas à influenciadora e à plataforma Blaze.

Com a nova determinação, Virginia deverá remover ou adequar qualquer conteúdo que não esteja em conformidade com os critérios definidos pela Justiça.

O que fica proibido nas campanhas

Entre as determinações impostas pelo Tribunal, está a proibição de anúncios que:

  • Prometam lucro fixo, garantido ou sem riscos;
  • Apresentem apostas como forma de investimento ou alternativa de renda;
  • Sugiram que a atividade pode substituir um emprego ou solucionar dificuldades financeiras;
  • Indiquem que não existe possibilidade de prejuízo financeiro.

Além disso, toda publicidade relacionada a apostas deverá ser claramente identificada como conteúdo publicitário, inclusive quando estiver inserida em publicações de caráter pessoal, familiar, cotidiano ou de viagens.

Segundo a decisão, a identificação da publicidade deverá ser feita de maneira evidente, sem gerar dúvidas ao público sobre o caráter comercial da publicação.

Multa pode chegar a R$ 100 mil por descumprimento

Caso os conteúdos considerados irregulares não sejam removidos dentro do prazo de 48 horas, a decisão prevê multa de R$ 100 mil para cada descumprimento comprovado.

O objetivo, conforme o entendimento do desembargador, é garantir maior transparência nas campanhas de apostas divulgadas por influenciadores digitais, evitando que consumidores sejam levados a acreditar que esse tipo de atividade representa uma fonte segura de ganhos financeiros.

Pedidos do Ministério Público que foram rejeitados

Embora tenha acolhido parte do recurso, o desembargador negou outros pedidos apresentados pelo Ministério Público.

Entre os pontos rejeitados estão:

Contrato entre Virginia e Blaze permanece sem suspensão

A Justiça decidiu não suspender, neste momento, eventuais cláusulas contratuais existentes entre Virginia Fonseca e a empresa responsável pela operação da Blaze no Brasil, a Foggo Entertainment.

Sem proibição ampla de toda publicidade

Também foi negado o pedido para retirada indiscriminada de todas as campanhas publicitárias envolvendo apostas.

Da mesma forma, o magistrado não determinou uma proibição genérica sobre incentivos a apostas relacionadas a eventos esportivos específicos.

Outro pedido recusado foi a vedação abstrata ao uso de técnicas conhecidas como “dark patterns” e “dark nudges”, utilizadas para influenciar o comportamento dos usuários em plataformas digitais, sob o entendimento de que seria necessário descrever objetivamente as condutas consideradas irregulares.

Ministério Público aponta supostas práticas abusivas

A ação movida pelo Ministério Público do Distrito Federal sustenta que existem indícios de práticas consideradas abusivas na atuação da plataforma Blaze.

Segundo o órgão, as investigações receberam diversas denúncias de consumidores relatando dificuldades para sacar valores depositados, bloqueio de contas e respostas consideradas genéricas por parte da empresa.

O processo também cita um relatório técnico que reúne mais de 42 mil reclamações registradas contra a plataforma de apostas.

De acordo com o MP, essas informações reforçam a necessidade de medidas voltadas à proteção dos consumidores.

Investigação teve início em 2023

Conforme os autos, as apurações começaram em 2023, período em que, segundo o Ministério Público, a plataforma ainda operava sem autorização federal.

Durante a investigação, servidores do MP realizaram cadastro na plataforma para acompanhar o funcionamento das campanhas publicitárias e verificar as estratégias utilizadas para divulgação dos serviços.

Ainda segundo o processo, também foi identificado o envio frequente de e-mails promocionais destinados aos usuários cadastrados.

O Ministério Público argumenta que as campanhas de divulgação teriam como principal público pessoas em situação de maior vulnerabilidade econômica, atraídas por promessas de ganhos financeiros e pela influência exercida por personalidades conhecidas nas redes sociais.

Ação pede indenização milionária

Além das medidas relacionadas à publicidade, o Ministério Público solicita que a Justiça condene os envolvidos ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.

O valor pleiteado pelo órgão é de, no mínimo, R$ 120 milhões, fundamentado nos supostos prejuízos causados aos consumidores e nas práticas investigadas ao longo do processo.

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