O cientista político e analista político, doutor em Filosofia, e candidato a deputado federal pelo Partido Novo, Haroldo Arruda utilizou as redes sociais para repercutir o recente escândalo envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A manifestação ocorreu após a divulgação de mensagens entre o magistrado e o empresário que revelaram tratativas associadas a um contrato de R$ 131 milhões entre a instituição financeira e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, além de informações apontando que Moraes teria ajudado a editar uma minuta contratual.
Em um duro discurso em formato de vídeo, publicado nesta quarta-feira, dia 2 de setembro, Arruda colocou em xeque a lisura de decisões passadas do magistrado e defendeu que o ministro preste contas à sociedade.
No registro, o analista político aponta que o momento atual exige escrutínio sobre a atuação de figuras de poder e questiona o impacto das decisões tomadas pelo ministro ao longo dos últimos anos sobre a vida de milhares de brasileiros.
“Alexandre de Moraes passou anos julgando, determinando prisões e tomando decisões que mudaram a vida de milhares de brasileiros, mas agora diante dos graves questionamentos que recaem sobre o próprio ministro, uma pergunta precisa ser feita: quantas dessas decisões que foram tomadas por ele, foram realmente justas?”, declarou Arruda no vídeo.
O cientista político enfatizou que a cobrança por transparência e investigações não se trata de revanche, mas de um princípio republicano fundamental de controle institucional e prestação de contas.
“Isso não é vingança, é prestação de contas, porque em uma República ninguém pode concentrar tamanho poder sem que os seus próprios atos possam ser investigados.”
Haroldo Arruda também destacou o impacto humano e social das medidas judiciais de grande repercussão, ressaltando que o poder é transitório, mas os efeitos na vida das pessoas permanecem. Segundo ele, o ministro estaria agora diante de um julgamento moral e histórico rigoroso.
“E talvez a história esteja colocando Alexandre de Moraes diante do tribunal mais implacável de todos: os julgamentos de suas próprias decisões, daquilo que ele mesmo fez, das famílias que ele destruiu neste país. A toga pode representar autoridade, mas jamais pode representar impunidade. E no fim, o poder passa. A toga fica para trás, os cargos terminam, mas as marcas deixadas na vida das pessoas permanecem”.
O analista encerrou a manifestação exigindo que o país recupere a crença em uma justiça imparcial, que não distinga cidadãos por cargos ou nomes, defendendo que todos os eventuais excessos e questionamentos venham devidamente a público.

