*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O deputado estadual reeleito Gilberto Cattani (PL) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para fazer um duro discurso contra os rumos políticos e judiciários do país. O parlamentar comentou a saída do senador Flávio Bolsonaro do território nacional, afirmando que o parlamentar federal teria sido “resgatado de um regime ditatorial”.
Cattani afirmou que a saída do senador teria evitado a prisão. Durante o pronunciamento, Cattani falou do pleito presidencial e colocou sob suspeita a lisura da apuração dos votos.
“Flávio Bolsonaro não fugiu, Flávio Bolsonaro foi resgatado de um regime ditatorial para que não fosse pra cadeia, sem ter nenhum crime a pagar pra justiça brasileira”, declarou o deputado da tribuna.
O parlamentar comparou as acusações direcionadas a Flávio com aquelas imputadas ao pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando os processos e investigações em curso como “acusações fajutas e falhas”. Cattani também questionou a rapidez de decisões judiciais proferidas logo após o encerramento do pleito eleitoral, citando medidas restritivas de circulação e apreensão de passaportes.
ALFINETADA NA ECONOMIA E CARGA TRIBUTÁRIA
Durante discurso, Cattani direcionou críticas à condução econômica do país, relacionando o endividamento das famílias brasileiras a décadas de equívocos na gestão pública. O deputado rebateu discursos oficiais sobre índices fiscais e elevou o tom contra a arrecadação nacional.
“Dizer descaradamente que o povo brasileiro tem a menor taxa tributária num país que tem a maior taxa tributária do mundo, isso é chamar você, cidadão, de besta. Não caia nessa falácia”, exclamou.
Cattani encerrou a participação reiterando o compromisso com a oposição ideológica ao atual governo federal e afirmando que o grupo político seguirá ativo na defesa das pautas no cenário nacional.
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