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Leia: Número de feminicídios bateu recorde em 2025, maior desde 2015
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Número de feminicídios bateu recorde em 2025, maior desde 2015
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23 de julho de 2026 10:41

OpiniãoMT > Blog > Brasil > Número de feminicídios bateu recorde em 2025, maior desde 2015
Brasil

Número de feminicídios bateu recorde em 2025, maior desde 2015

Brasil registra recorde de feminicídios em 2025, com 1.571 casos, além de aumento em outros crimes de violência contra as mulheres.

Redação OPMT
Publicado em: 23 de julho de 2026
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4 Minutos de Leitura
Número de feminicídios bateu recorde em 2025, maior desde 2015
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O Brasil registrou um novo recorde de feminicídios em 2025, conforme aponta o Anuário Brasileiro da Segurança Pública divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ao todo, foram contabilizados 1.571 assassinatos de mulheres motivados por violência de gênero, um aumento de 4% em comparação aos 1.504 casos registrados em 2024. Os dados reforçam o avanço desse tipo de crime e mostram também crescimento em outros indicadores relacionados à violência contra as mulheres.

Feminicídios atingem maior patamar da série histórica

O levantamento revela que 2025 apresentou o maior número de feminicídios desde que o crime passou a ser tipificado na legislação brasileira, em 2015. A criação dessa modalidade no Código Penal buscou diferenciar os homicídios de mulheres motivados por razões de gênero, especialmente aqueles relacionados à violência doméstica, familiar ou ao menosprezo e discriminação contra a condição feminina.

Segundo a legislação, o feminicídio ocorre quando o assassinato da vítima está diretamente ligado à violência praticada em ambiente doméstico e familiar ou quando é motivado pelo preconceito e pela desigualdade de gênero.

Os números divulgados pelo anuário indicam que a violência letal contra mulheres continua sendo um desafio para as políticas públicas de segurança e proteção às vítimas em todo o país.

Perfil das vítimas aponta maior impacto entre mulheres negras

Os dados do levantamento mostram que 65,1% das vítimas eram mulheres negras, evidenciando a desigualdade racial presente nesse tipo de violência.

Outro dado de destaque é o local onde os crimes ocorreram. Em 62,5% dos casos registrados, as vítimas foram assassinadas dentro de suas próprias residências, indicando que o ambiente doméstico continua sendo o principal cenário para esse tipo de crime.

Especialistas frequentemente apontam que a proximidade entre vítima e agressor dificulta denúncias e medidas preventivas, tornando a violência ainda mais complexa de ser combatida.

Parceiros e ex-parceiros lideram entre os autores

O anuário também detalha a relação entre vítimas e autores dos crimes. Em 60,9% dos feminicídios registrados em 2025, o responsável era o parceiro íntimo da vítima.

Na sequência aparecem os ex-companheiros, responsáveis por 18,9% dos casos, enquanto familiares representam 12,1% das ocorrências. Os números demonstram que a maior parte dos assassinatos ocorre dentro do círculo de convivência da mulher.

Outros indicadores de violência também cresceram

Além do aumento nos feminicídios, o Anuário Brasileiro da Segurança Pública aponta crescimento em diferentes formas de violência contra as mulheres ao longo de 2025.

Entre os principais indicadores, o crime de stalking apresentou o maior avanço, com crescimento de 30% em relação ao ano anterior. A violência psicológica e os casos de descumprimento de medidas protetivas também registraram aumento de 17%.

O levantamento ainda identificou elevação de 6% nas tentativas de feminicídio, demonstrando que mais mulheres sobreviveram a ataques, mas continuam expostas a situações de alto risco.

As ocorrências de agressões relacionadas à violência doméstica cresceram 2,6%, enquanto os registros de ameaças tiveram aumento de 0,5%.

Assédio e importunação sexual também apresentaram alta

O anuário também revelou crescimento nos registros de crimes de natureza sexual. Em 2025, foram contabilizados 9.031 casos de assédio sexual, número 5% superior ao registrado no ano anterior. Já os casos de importunação sexual alcançaram 41.425 ocorrências em todo o país, representando aumento de 5,7% na comparação com 2024.

Os dados indicam que diferentes modalidades de violência contra mulheres seguem em trajetória de crescimento, reforçando o desafio das autoridades na prevenção, investigação e enfrentamento desses crimes.

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