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Leia: Taxa de desemprego sobe para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE
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21 de outubro de 2026 23:08

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Taxa de desemprego sobe para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE
Governo Lula

Taxa de desemprego sobe para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE

Taxa de desemprego atinge 6,1% no 1º trimestre de 2026, segundo IBGE, com aumento frente ao fim de 2025 e queda na informalidade.

Redação OPMT
Publicado em: 30 de abril de 2026
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5 Minutos de Leitura
Taxa de desemprego sobe para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, dados IBGE
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A taxa de desemprego no Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 em 6,1%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma alta em relação ao último trimestre de 2025, quando o índice era de 5,1%, mas ainda configura o menor patamar para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

Taxa de desemprego apresenta variação no início do ano

De acordo com o IBGE, o avanço da taxa no começo de 2026 está ligado a fatores sazonais, comuns ao período. Apesar da elevação trimestral, o índice mostra melhora quando comparado ao mesmo período de 2025, quando a desocupação atingia 7%.

O instituto destaca que comparações entre trimestres móveis consecutivos devem ser feitas com cautela, devido à sobreposição de dados na amostra. Por isso, a análise mais recomendada considera intervalos maiores, como a comparação anual ou com o último trimestre fechado.

Ao final de março de 2026, cerca de 6,6 milhões de brasileiros estavam em busca de emprego. Esse contingente representa um aumento de 19,6% frente ao trimestre anterior, o equivalente a mais 1,1 milhão de pessoas desocupadas.

Por outro lado, na comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve uma redução de 13% no número de desempregados, indicando uma melhora no cenário de médio prazo.

Nível de ocupação recua com efeitos sazonais

O total de pessoas ocupadas no país chegou a 102 milhões no primeiro trimestre de 2026. O número é inferior ao registrado no fim de 2025, com queda de aproximadamente 1 milhão de trabalhadores. Em contrapartida, houve crescimento de 1,5 milhão de ocupados em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo o IBGE, essa retração trimestral é explicada por características típicas do início do ano, como a desaceleração do comércio e o encerramento de contratos temporários, especialmente em áreas como educação e administração pública.

Setores com maior redução de vagas

Entre os principais grupamentos de atividades analisados, três apresentaram queda no número de trabalhadores:

  • Comércio: redução de 1,5%, equivalente a 287 mil pessoas;
  • Administração pública: queda de 2,3%, com menos 439 mil ocupados;
  • Serviços domésticos: recuo de 2,6%, representando 148 mil trabalhadores a menos.

Nenhum setor registrou crescimento no período analisado.

Informalidade recua no mercado de trabalho

Mesmo com o aumento da taxa de desemprego no trimestre, o levantamento aponta uma leve redução na informalidade. A taxa ficou em 37,3% da população ocupada, o que corresponde a cerca de 38,1 milhões de trabalhadores sem vínculo formal. No final de 2025, esse índice era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre daquele ano estava em 38%.

Emprego com carteira e trabalho autônomo

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou 39,2 milhões, mantendo estabilidade no trimestre, mas com crescimento de 1,3% em relação ao ano anterior. Já os empregados sem carteira assinada somaram 13,3 milhões, com queda de 2,1% no trimestre. No acumulado anual, esse grupo permaneceu praticamente estável.

O contingente de trabalhadores por conta própria chegou a 26 milhões, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior, mas com aumento de 2,4% na comparação anual.

Metodologia da pesquisa do IBGE

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e abrange diferentes formas de ocupação, incluindo empregos formais, informais e atividades autônomas. Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa ter procurado trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista.

O levantamento é realizado em cerca de 211 mil domicílios em todo o país, incluindo todos os estados e o Distrito Federal.

Além da Pnad, o mercado de trabalho também é acompanhado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que monitora exclusivamente empregos com carteira assinada. Segundo esse indicador, o mês de março de 2026 registrou saldo positivo de 228 mil vagas formais, acumulando 1,2 milhão de postos criados em 12 meses.

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