*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Deputado Federal José Medeiros (PL-MT) subiu o tom contra o Governo Federal diante da crise financeira que atinge os Correios. A estatal, que enfrenta um rombo bilionário, anunciou uma meta de arrecadar até R$ 1,5 bilhão por meio da venda de imóveis próprios para tentar estancar as perdas acumuladas.
Os números apresentados pela estatal em 2025 são alarmantes. O prejuízo total no ano já soma R$ 10 bilhões, sendo que apenas nos primeiros nove meses do exercício, o déficit registrado foi de R$ 6 bilhões. O plano de alienação de ativos surge como uma medida extrema para conter a crise de liquidez da empresa.
A CRÍTICA DE JOSÉ MEDEIROS: “GOVERNO INCHA A MÁQUINA”
O parlamentar mato-grossense comparou os resultados atuais com o desempenho da empresa na gestão anterior e acusou o governo de má gestão sistêmica. Medeiros ressaltou que a empresa saiu de um cenário de lucro para um endividamento crítico em poucos anos.
“Tinham mais de R$ 3 bilhões de superávit. Os Correios deram lucro na época do Bolsonaro. Aí o PT volta e, logo em 2023, os Correios já tiveram prejuízo. Em 2024, mais prejuízo. Em 2025, mais prejuízo”, afirmou o deputado.
Medeiros ainda apontou o que chamou de contradições na gestão imobiliária da estatal. Segundo o deputado, a empresa aluga prédios mesmo possuindo imóveis próprios sobrando. Ele denunciou ainda que proprietários que alugam para os Correios não estariam recebendo os pagamentos devidos.
O parlamentar critica o inchaço da máquina pública e o aumento de impostos, afirmando que a “atividade meio” das empresas está custando mais que a “atividade fim”.
ÊXODO PARA PAÍSES VIZINHOS
A crise econômica brasileira também foi pauta de uma conversa entre Medeiros e o senador paraguaio Eduardo Nakayama. Durante o diálogo, foi destacado o impacto negativo da atual política econômica, que estaria afugentando investidores.
Segundo Medeiros, citando informações do senador paraguaio, o número de brasileiros buscando oportunidades ou refúgio econômico no Paraguai triplicou em 2025 em relação ao ano anterior.
“Estamos vendo o Brasil ser destruído. Esse governo age sistematicamente contra quem produz”, finalizou o parlamentar.

