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2 de novembro de 2026 14:32

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Governo Lula

Fila do Bolsa Família atinge maior nível desde a pandemia

Fila do Bolsa Família chega a 987 mil famílias em novembro, maior nível desde 2022, e governo avalia novos cortes para fechar orçamento.

Redação OPMT
Publicado em: 20 de novembro de 2025
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4 Minutos de Leitura
Fila do Bolsa Família atinge maior nível desde a pandemia
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A fila do Bolsa Família voltou a crescer em novembro de 2025 e alcançou 987,6 mil famílias à espera de aprovação, marcando o quinto mês consecutivo de avanço. O número, o maior desde julho de 2022, ocorre em meio ao represamento das concessões e ao esforço do governo federal para equilibrar o orçamento do programa social.

Crescimento da fila do Bolsa Família e redução de beneficiários

Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social mostram que o Bolsa Família atende atualmente cerca de 18,7 milhões de famílias. O recorde após a pandemia foi registrado em dezembro de 2021, quando 2,8 milhões aguardavam inclusão no benefício.

Desde o início da atual gestão, aproximadamente 2,9 milhões de beneficiários deixaram o programa. Segundo o governo, parte dessas pessoas saiu por aumento de renda individual ou familiar. Outra parcela foi excluída após identificação de inconsistências cadastrais ou fraudes. Há ainda relatos de famílias que, mesmo com toda a documentação regularizada, permanecem na fila sem previsão de liberação do auxílio.

Necessidade de cortes e desafios orçamentários

O avanço da fila do Bolsa Família ocorre em um momento de ajuste fiscal. No primeiro semestre, o programa chegou a atender 20,5 milhões de famílias. Meses depois, cortes promoveram uma redução para os atuais 18,7 milhões. Técnicos do governo afirmam que, sem essa diminuição, não haveria recursos suficientes para garantir o pagamento até dezembro.

Entre janeiro e novembro, o programa consumiu R$ 146,5 bilhões. Para o ano, o orçamento autorizado é de R$ 158,6 bilhões. Isso deixa um saldo de apenas R$ 12,1 bilhões para dezembro — valor inferior aos R$ 12,7 bilhões gastos no mês anterior.

Com esse cenário, novos cortes são considerados inevitáveis para quitar a folha de pagamentos do próximo mês. A estimativa é que as famílias atualmente na fila só tenham chance de receber o benefício a partir de 2026.

Repercussão política e impacto social

A contenção das concessões pode gerar desgaste político para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. As famílias pré-habilitadas têm renda per capita de até R$ 218 mensais, perfil que indica alta vulnerabilidade social. Caso todas dependam efetivamente do auxílio, quase 1 milhão de pessoas encerrará o ano em situação financeira delicada.

Ao site Poder360, o Ministério do Desenvolvimento Social afirmou que as oscilações no número de atendidos são normais e fazem parte do processo contínuo de atualização do Cadastro Único. O órgão ressaltou que as revisões não têm como objetivo economizar recursos, mas garantir o uso correto dos benefícios.

Apesar disso, o ministério não detalhou como pretende viabilizar a entrada de novas famílias em dezembro. Entre as alternativas em estudo estão um pedido de crédito suplementar ou o remanejamento de verbas de outras áreas do governo.

O avanço da fila do Bolsa Família evidencia a pressão crescente sobre o orçamento do programa e coloca em pauta a necessidade de novas decisões sobre cortes e reajustes na política social. Com quase 1 milhão de famílias aguardando o auxílio e recursos limitados para fechar o ano, o governo estuda alternativas enquanto tenta equilibrar o impacto social e o custo político da desaceleração nas concessões.

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