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Leia: China avalia comprar mais soja dos EUA e põe em risco as vendas do Brasil
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OpiniãoMT > Blog > Agronegócio > China avalia comprar mais soja dos EUA e põe em risco as vendas do Brasil
Agronegócio

China avalia comprar mais soja dos EUA e põe em risco as vendas do Brasil

A China informou que estuda ampliar as importações de soja dos EUA e preocupa o as exportações do agronegócio brasileiro.

Redação OPMT
Publicado em: 25 de agosto de 2025
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3 Minutos de Leitura
China avalia comprar mais soja dos EUA e põe em risco as vendas do Brasil
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A soja continua no centro da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos pelo mercado chinês. O embaixador da China em Washington, Xie Feng, destacou a necessidade de fortalecer a cooperação com os americanos no setor agrícola, mesmo diante da atual liderança brasileira no fornecimento da oleaginosa ao país asiático.

China entre Brasil e Estados Unidos na compra de soja

Atualmente, cerca de 70% da soja importada pela China tem origem no Brasil, enquanto os Estados Unidos respondem por pouco mais de 20%. Durante um evento em Washington, organizado pelo Conselho de Exportação de Soja dos EUA e pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais, Xie ressaltou que a commodity representa uma relação econômica estratégica para ambos os países.

Segundo o embaixador, a parceria agrícola entre China e Estados Unidos já trouxe benefícios globais, mas enfrenta desafios causados por tensões comerciais e políticas. Ele defendeu que a agricultura não seja usada como instrumento de disputas e afirmou que os produtores não devem arcar com os custos de guerras tarifárias.

A China é o maior importador mundial de soja, responsável por 61,1% das compras globais. A demanda é impulsionada pela produção de ração animal, essencial para os setores de suinocultura e avicultura. A produção interna cobre apenas 15% das necessidades do país, obrigando-o a depender em 85% de importações.

Em 2024, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China, o país desembolsou US$ 52,8 bilhões na aquisição de 105,03 milhões de toneladas da oleaginosa. O Brasil respondeu por 74,6 milhões de toneladas, equivalentes a 71,1% do total, enquanto os Estados Unidos forneceram 22,1 milhões de toneladas, cerca de 22%.

Impacto da queda nas exportações americanas

De acordo com o embaixador Xie Feng, as exportações agrícolas dos Estados Unidos para a China recuaram 53% no primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período do ano anterior. A soja, especificamente, registrou queda de 51%. Ainda segundo a agência Reuters, Pequim não adquiriu nenhum carregamento americano da commodity para o quarto trimestre deste ano, refletindo os efeitos das tensões comerciais.

Durante seu discurso, Xie deu a entender que as vendas de soja americana devem ter peso nas negociações em andamento entre Washington e Pequim. Ele ressaltou que os dois países precisam “esclarecer mal-entendidos, fortalecer a cooperação e buscar consensos” para retomar um caminho de parceria estável.

O representante chinês também citou a possibilidade de ampliar áreas de colaboração, como agricultura de precisão, biotecnologia, irrigação sustentável e tecnologias inteligentes aplicadas ao campo, demonstrando que o interesse vai além da simples compra da oleaginosa.

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