*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O juiz Marcos Faleiros da Silva, do Núcleo de Audiências de Custódia, converteu em prisão preventiva a detenção do sargento da Polícia Militar Eduardo Soares Moraes. A decisão do magistrado foi motivada pelos indícios apresentados pela investigação, que apontam para os crimes de falsidade ideológica e associação criminosa.
O militar foi flagrado tentando intermediar a entrega de R$ 10 mil na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), dinheiro que supostamente seria destinado ao presidente da Corte, desembargador José Zuquim Nogueira, que negou envolvimento no caso e pediu investigação a polícia.
Em sua decisão, o juiz Faleiros destacou que a prisão, apesar de a defesa do sargento alegar não haver flagrante, foi resultado de diligências ininterruptas da polícia. O magistrado também ressaltou a existência de “provas consistentes” contra o sargento, como imagens de câmeras de segurança, reconhecimentos e depoimentos de testemunhas.
Segundo o sargento, a entrega do dinheiro seria um favor a Jackson Pereira, um militar preso por envolvimento na morte do ex-presidente da OAB-MT, Renato Nery. A esposa de Jackson, Laura Kellys, que acompanhou Eduardo na entrega a um motorista de aplicativo, não teria sido localizada.
O juiz ponderou que há indícios de que uma testemunha foi ameaçada, justificando a conversão da prisão em preventiva para garantir a ordem pública e a integridade da investigação criminal.

