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Leia: 60% concordam em classificar PCC e CV como organizações terroristas, diz Quaest
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21 de outubro de 2026 21:50

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > 60% concordam em classificar PCC e CV como organizações terroristas, diz Quaest
Brasil

60% concordam em classificar PCC e CV como organizações terroristas, diz Quaest

Pesquisa Quaest mostra que 60% dos brasileiros defendem que PCC e Comando Vermelho sejam classificados como organizações terroristas.

Redação OPMT
Publicado em: 10 de junho de 2026
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5 Minutos de Leitura
60% concordam em classificar PCC e CV como organizações terroristas, diz Quaest
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A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), revela que a maioria dos brasileiros apoia a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. O levantamento mostra que 60% dos entrevistados acreditam que grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho deveriam receber essa definição por parte do governo brasileiro. O tema ganhou relevância após os Estados Unidos adotarem medida semelhante em relação às duas organizações.

De acordo com os dados da pesquisa, 29% dos participantes discordam da classificação dessas facções como terroristas no Brasil. Outros 11% afirmaram não ter opinião formada sobre o assunto ou preferiram não responder.

Maioria apoia classificação das facções no Brasil

O estudo identificou uma percepção amplamente favorável à adoção da nomenclatura de terrorismo para grupos criminosos que atuam em território nacional. Para seis em cada dez entrevistados, o PCC e o Comando Vermelho deveriam ser enquadrados nessa categoria pelo governo federal.

A discussão ganhou força após a decisão das autoridades norte-americanas de incluir as duas facções na lista de organizações consideradas terroristas. A medida foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos no final de maio e passou a valer oficialmente em junho.

Opinião sobre decisão dos Estados Unidos divide entrevistados

Quando questionados especificamente sobre a atitude do governo norte-americano, os entrevistados demonstraram uma divisão praticamente equilibrada.

Segundo a pesquisa, 45% concordam com a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras como terroristas. Em contrapartida, outros 45% discordam da medida. O percentual daqueles que não souberam responder ou preferiram não opinar ficou em 10%.

Os números indicam que, embora exista apoio expressivo à classificação dentro do Brasil, a percepção sobre a atuação de outro país nesse processo desperta opiniões divergentes entre os eleitores.

Influência de Flávio Bolsonaro na classificação das organizações terroristas

A pesquisa também investigou a percepção dos brasileiros sobre a possível participação do senador Flávio Bolsonaro nas decisões tomadas pelo governo norte-americano.

De acordo com os resultados, 47% acreditam que o parlamentar teve alguma influência na decisão dos Estados Unidos de enquadrar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Já 37% consideram que ele não teve participação no processo. Outros 16% afirmaram não saber responder.

O tema ganhou destaque após um encontro entre Flávio Bolsonaro e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. A reunião ocorreu um dia antes do anúncio oficial relacionado às facções brasileiras.

Debate envolve segurança e soberania nacional

A decisão norte-americana gerou discussões entre especialistas e representantes de diferentes setores ligados à segurança pública e às relações internacionais.

Parte dos analistas avalia que a classificação das facções como terroristas por outro país pode abrir debates sobre soberania nacional e possíveis impactos na condução das políticas de segurança brasileiras.

Por outro lado, defensores da medida argumentam que o reconhecimento internacional dessas organizações pode fortalecer ações conjuntas de combate ao crime organizado, ampliando mecanismos de cooperação entre governos e agências de segurança.

Pesquisa também avaliou relação entre Brasil e Estados Unidos

Além do tema relacionado às facções criminosas, o levantamento abordou a percepção dos eleitores sobre a relação entre o Brasil e os Estados Unidos.

Os entrevistados foram questionados sobre o conhecimento a respeito do encontro realizado entre o presidente norte-americano Donald Trump e o senador Flávio Bolsonaro no final de maio.

Os resultados apontam que 50% dos participantes disseram estar informados sobre a reunião. O mesmo percentual afirmou desconhecer o encontro.

A pesquisa também incluiu questões envolvendo os vínculos políticos de pré-candidatos à Presidência da República com o governo norte-americano, buscando medir a percepção dos eleitores sobre a influência internacional no cenário político brasileiro.

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