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Leia: Mesmo com recordes de queimadas, servidores ambientais federais entram em greve
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22 de outubro de 2026 20:49

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Mesmo com recordes de queimadas, servidores ambientais federais entram em greve
Brasil

Mesmo com recordes de queimadas, servidores ambientais federais entram em greve

Servidores ambientais federais iniciam greve por reestruturação de carreira, afetando licenças e ações ambientais em 23 Estados.

Redação OPMT
Publicado em: 2 de julho de 2024
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4 Minutos de Leitura
servidores ambientais federais entram em greve
Em maio, os servidores rejeitaram uma proposta do governo. Imagem: IBAMA.
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Servidores ambientais federais deflagraram uma greve geral por tempo indeterminado nesta terça-feira (2). A paralisação, que envolve servidores de 23 Estados e do Distrito Federal, busca a reestruturação de carreira, melhores condições de trabalho e a realização de novos concursos públicos.

Servidores ambientais federais param em 23 estados

A greve ocorre em um momento crítico, com recordes de incêndios no Pantanal, Amazônia e Cerrado. A paralisação também interrompe o processo de licenciamento para a exploração de petróleo na foz do rio Amazonas, um projeto de interesse da Petrobras e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A mobilização foi iniciada por funcionários do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Serviço Florestal Brasileiro. A Associação Nacional dos Servidores de Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema) declarou que a greve ocorre após oito meses de negociações infrutíferas com o governo federal.

Em maio, os servidores rejeitaram uma proposta do governo. No mês seguinte, apresentaram uma contraproposta que também não foi aceita, resultando no encerramento das negociações. A greve foi intensificada com a adesão de servidores de 19 Estados adicionais nesta semana.

Apesar da greve, algumas atividades essenciais continuarão sendo realizadas. Isso inclui a fiscalização ambiental em situações emergenciais, a manutenção de 10% dos servidores no licenciamento ambiental em casos de emergência e o atendimento a demandas urgentes em unidades de conservação.

Posicionamento das entidades representativas

A Ascema e a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef/Fenadsef) reafirmaram que estão abertas à negociação. As entidades buscam a reestruturação da Carreira de Especialista em Meio Ambiente e do Plano Especial de Cargos do MMA e do Ibama (Pecma). 

Elas alegam que os prejuízos à economia, à sociedade e ao meio ambiente são consequência da intransigência e inércia do governo em prosseguir com as negociações de forma justa e dialogada.

Impacto da greve nas licenças ambientais

A paralisação dos servidores ambientais federais tem impacto direto no processo de licenciamento ambiental, especialmente em projetos de grande porte como a exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. A suspensão dessas licenças pode causar atrasos significativos em empreendimentos que dependem dessas aprovações para continuar suas operações.

Reações à greve

A reação à greve dos servidores ambientais tem sido mista. Enquanto algumas organizações ambientais apoiam as reivindicações por entenderem que melhorias nas condições de trabalho são essenciais para a preservação do meio ambiente, setores econômicos mostram preocupação com os atrasos e prejuízos financeiros que a paralisação pode causar.

As reivindicações dos servidores ambientais não são novas. Há anos, a categoria luta por melhores condições de trabalho e por uma reestruturação de carreira que valorize os profissionais responsáveis pela proteção dos recursos naturais do país. 

A falta de novos concursos públicos também é uma preocupação constante, pois o déficit de pessoal compromete a eficiência das ações de fiscalização e conservação ambiental.

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