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Leia: Várzea Grande intensifica ações contra a hanseníase após registrar mais de 430 casos em 2025
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7 de junho de 2026 23:35

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OpiniãoMT > Blog > Prefeitura de Várzea Grande > Várzea Grande intensifica ações contra a hanseníase após registrar mais de 430 casos em 2025
Prefeitura de Várzea Grande

Várzea Grande intensifica ações contra a hanseníase após registrar mais de 430 casos em 2025

última atualização: 13 de janeiro de 2026 09:26
Jornalista Mauad
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7 Minutos de Leitura
Foto: Secom
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A hanseníase ainda representa um importante desafio de saúde pública no Brasil, especialmente em Mato Grosso. Segundo o Boletim Epidemiológico de Hanseníase do Ministério da Saúde, publicado em janeiro de 2025, o Estado apresentou, em 2023, a maior taxa de detecção do país: 129,65 casos novos por 100 mil habitantes, enquanto a média nacional foi de 10,68 por 100 mil, classificando Mato Grosso como estado hiperendêmico para a doença.

Diante desse cenário, o Janeiro Roxo, mês instituído pelo Ministério da Saúde para reforçar o combate à hanseníase, ganha ainda mais relevância. A mobilização culmina no Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase e no Dia Mundial Contra a Hanseníase, celebrados no último domingo de janeiro.

Durante todo o mês, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande intensifica ações de conscientização, diagnóstico e tratamento, reforçando à população que a hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito pelo SUS e que o diagnóstico precoce evita sequelas e interrompe a transmissão da doença.

DADOS MUNICIPAIS

Os dados locais reforçam a importância da vigilância contínua. Em 2024, Várzea Grande notificou 404 casos novos de hanseníase, sendo 22 em menores de 15 anos, indicador de transmissão ativa da doença. A taxa de detecção foi de 128,41 casos por 100 mil habitantes, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Já em 2025, o município registrou 431 novos casos. Desses, 21 ocorreram em menores de 15 anos e 313 em pessoas com 15 anos ou mais. Em relação ao sexo, foram 131 casos em homens e 203 em mulheres, de acordo com dados do SINAN.

Os números mostram que a hanseníase segue como um agravo relevante de saúde pública, exigindo a intensificação das ações de vigilância epidemiológica, busca ativa, diagnóstico oportuno, tratamento adequado e monitoramento dos contatos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

14 de janeiro

 • 07h – USF Marajoara

 • 08h – USF Parque do Lago

 

15 de janeiro

 • 08h – USF Nossa Senhora da Guia

 

16 de janeiro

 • 08h – USF Vila Arthur

 • 08h – USF Aurília Curvo

 • 08h30 – USF São Mateus

 

19 de janeiro

 • 07h – USF Cabo Michel

 

20 de janeiro

 • 08h – USF Ouro Verde

  •. 08h – USF Maringá

 

21 de janeiro

 • 08h – USF Água Vermelha

 • 08h – USF Eldorado

 • 08h – USF Capão Grande e 24 de dezembro

 

22 de janeiro

 • 09h – USF Manaíra

 • Dia todo – USF Limpo Grande

 • 08h – USF Maringá

 • 14h – USF Nossa Senhora da Guia

 

23 de janeiro

 • 09h – USF Jardim Glória

 • 08h – USF Imperial

 • 09h – USF Santa Isabel

 • 08h – USF Cristo Rei

 

27 de janeiro

 • 07h – USF Cohab Cristo Rei

 • 08h – USF da Manga

28 de janeiro

 • 08h – USF Água Limpa

 • 08h – USF Construmat

 • 08h – Comunidade Formigueiro

29 de janeiro

 • 08h – USF Souza Lima

 

SINTOMAS

Ao contrário do que muitos imaginam, a hanseníase não se manifesta apenas por manchas na pele com perda de sensibilidade, ausência de pelos e de suor. Em muitos casos, os primeiros sinais incluem formigamento, dormência, câimbras, fraqueza nas mãos e nos pés e diminuição da força muscular. Por isso, a avaliação dermatoneurológica é essencial para o diagnóstico correto.

Tratamento gratuito – A hanseníase tem cura e o tratamento é feito por meio da poliquimioterapia, oferecida gratuitamente pelo SUS em todas as Unidades de Saúde da Família (USF). O paciente recebe acompanhamento médico, enfermagem, avaliação dermatoneurológica e monitoramento dos contatos familiares.

“Quanto mais cedo o paciente é avaliado e inicia o tratamento, maiores são as chances de cura sem sequelas. O SUS oferece todo o acompanhamento gratuitamente, inclusive os medicamentos”, explica Adriana Matos, responsável pelo Programa de Hanseníase da Atenção Primária à Saúde.

Diante de todos esses dados, a partir de 16 de janeiro, diversas Unidade de Saúde da Família (USF) de Várzea Grande estarão realizando ações intensificadas de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

Atenção aos sinais – Além da avaliação clínica, as equipes da Atenção Primária utilizam o Questionário de Suspeição de Hanseníase (QSH) um instrumento fundamental para identificar precocemente a doença, mesmo antes do surgimento de lesões mais visíveis.

O QSH reúne perguntas objetivas sobre sintomas que muitas vezes são ignorados pela população, como:

• Dormência nas mãos ou nos pés

• Formigamento

• Áreas da pele “adormecidas”

• Câimbras

• Sensação de picadas ou agulhadas

• Manchas na pele (que não sejam de nascença)

• Dor nos nervos

• Caroços pelo corpo

• Inchaço nas mãos, pés ou no rosto

• Fraqueza nas mãos, como dificuldade de abotoar camisa, colocar óculos, escrever ou segurar objetos, como uma panela

• Fraqueza nos pés, com dificuldade para calçar ou manter chinelos

• Perda de cílios ou sobrancelhas

• Histórico de hanseníase na família

A presença de um ou mais desses sinais já é suficiente para encaminhar o paciente para avaliação dermatoneurológica nas Unidades Básicas de Saúde.

“Todos nós podemos contribuir para interromper a cadeia de transmissão. Ao perceber qualquer sintoma suspeito, a pessoa deve procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde”, reforça a Secretaria Municipal de Saúde, Deisi Bocalon.

A Secretaria de Saúde reforça:

Se você ou alguém da sua família apresenta manchas na pele com perda de sensibilidade, dormência, formigamento ou fraqueza, procure imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

*Flavia Porfirio

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