*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em entrevista concedida na última sexta-feira, dia 17 de abril, o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), subiu o tom ao falar sobre o impasse histórico do transporte coletivo na região metropolitana. Pivetta reafirmou que a gestão estadual irá concluir a transição para o BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) e descartou a adoção do sistema VLP (Veículo Leve sobre Pneus), classificando o legado do VLT como um “pepino” herdado de gestões anteriores.
Pivetta foi enfático ao justificar por que o governo não pretende ceder à pressão pela adoção do VLP. Segundo ele, o custo elevado e a dependência tecnológica são os principais entraves.
“O VLP é muito mais caro. E não é só o custo inicial. A gente não conhece a fundo esse negócio, é só a empresa que fabrica que tem as peças. Se a gente entrar num contrato ‘mais ou menos’, vamos ter problema. Não queremos chegar lá na frente e o bonde parar”, alertou o governador, destacando o risco de o Estado se tornar “refém” de fornecedores específicos.
O “PEPINO” DA COPA DE 2014
O modal de transporte, que deveria ter sido a grande vitrine da Copa do Mundo de 2014, tornou-se um símbolo de desperdício e corrupção, com bilhões de reais investidos em obras que nunca foram finalizadas. Pivetta lembrou que a atual gestão assumiu o Estado em 2019 com o projeto paralisado e envolto em denúncias.
“Nesses meses que eu estou à frente, responsável pelo Governo, nós vamos concluir. Vai estar solucionado definitivamente esse pepino que deixaram para nós. Um puta de um pepino, Deus me perdoe”, desabafou.
A decisão de trocar o VLT pelo BRT foi tomada pela gestão Mauro Mendes em 2020, baseada em estudos técnicos que apontaram maior viabilidade econômica e eficiência.

