*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realiza na manhã desta terça-feira, dia 29 de setembro, a partir das 9h, o julgamento no Plenário do Júri do Fórum de Cuiabá. A sessão marca a retomada dos trâmites presenciais após o recente ataque hacker que atingiu os sistemas da Corte na última semana.
O julgamento é presidido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, da Justiça Militar e do Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. A acusação pelo Ministério Público é conduzida pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva.
No banco dos réus estão Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime que chocou o estado em dezembro de 2023.
O advogado Roberto Zampieri foi morto a tiros aos 56 anos no dia 5 de dezembro de 2023, quando saía de seu escritório localizado no bairro Bosque da Saúde, na capital mato-grossense.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime foi minuciosamente planejado e executado por encomenda.
Antônio Gomes da Silva é apontado como o executor dos disparos, que confessou ter sido contratado para cometer o homicídio.
Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa que é instrutor de tiro, é acusado de atuar como intermediário, fazendo a ligação entre o executor e os mandantes da morte, além de ter fornecido a arma utilizada no crime.
Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, coronel da reserva do Exército, está sendo acusado de participar ativamente da articulação e do financiamento do assassinato.
A motivação apontada para o crime gira em torno de uma complexa disputa judicial pela posse da Fazenda Lagoa Azul, localizada no município de Ribeirão Cascalheira, propriedade avaliada em cerca de R$ 100 milhões.
HISTÓRICO DA SESSÃO E A EXPECTATIVA DE OITIVAS
O Tribunal do Júri para este caso chegou a ser iniciado em 28 de julho, mas precisou ser interrompido e o Conselho de Sentença foi dissolvido após um dos jurados passar mal durante os trabalhos. Naquela ocasião, seis testemunhas chegaram a ser ouvidas, incluindo os delegados da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edison Ricardo Pick, e o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo.
Para a sessão desta terça-feira, estão previstas novas oitivas de testemunhas-chave, englobando delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, investigadores, analistas de inteligência e demais pessoas que atuaram diretamente na elucidação dos fatos e na condução das investigações do caso.

