O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou uma investigação para analisar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos federais utilizados na promoção internacional do filme O Agente Secreto. A apuração envolve valores repassados pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), vinculada ao Ministério da Cultura, e busca esclarecer se houve conformidade nos critérios adotados para a liberação da verba.
A representação tramita sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus e foi aberta oficialmente no dia 28 de abril. As informações foram divulgadas pelo jornalista Paulo Capelli.
O que o TCU investiga no caso O Agente Secreto
O foco da análise do TCU está na aplicação dos recursos destinados à divulgação internacional do longa-metragem. Entre os principais pontos avaliados estão os critérios técnicos utilizados para aprovação dos valores, além da transparência no processo de decisão.
O tribunal também busca verificar se houve justificativa adequada para o aumento do orçamento inicialmente previsto. Outro aspecto analisado é a economicidade do gasto público, ou seja, se os recursos foram utilizados de forma eficiente e compatível com o interesse público.
De acordo com informações presentes no processo, a investigação também examina os mecanismos de controle e prestação de contas relacionados aos repasses feitos pela Ancine.
Documento aponta dúvidas sobre ampliação de recursos
O texto da representação menciona suspeitas relacionadas à ampliação do montante inicialmente autorizado para a promoção do filme. O documento ainda destaca questionamentos sobre a clareza das decisões tomadas durante o processo de liberação dos recursos.
Além disso, o tribunal pretende verificar se todas as exigências administrativas e legais foram cumpridas durante a execução financeira do projeto.
Nesta fase inicial, o TCU avalia se existem elementos suficientes para aprofundar a investigação ou até mesmo responsabilizar agentes envolvidos no procedimento.
Produção internacional reúne vários países
O longa “O Agente Secreto” é uma coprodução internacional envolvendo Brasil, Alemanha, França e Holanda. O projeto conta com atuação do ator Wagner Moura e possui orçamento aprovado em aproximadamente R$ 28 milhões.
O filme vem sendo utilizado como representante do cinema brasileiro em eventos e premiações internacionais, incluindo possíveis disputas ligadas ao Oscar de 2026.
Lula citou o filme nas redes sociais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou recentemente o longa em publicação nas redes sociais ao comentar sobre a presença do cinema nacional em premiações internacionais.
Na mensagem, Lula destacou a importância da produção audiovisual brasileira e afirmou que o país leva ao exterior sua capacidade cultural e artística por meio de obras cinematográficas. A manifestação ocorreu em meio à repercussão internacional do filme e antes da abertura da investigação pelo Tribunal de Contas da União.

