*Sêmia Mauad/Opinião MT
A síndica de um condomínio residencial em Várzea Grande, Selma Guimarães Souza, registrou denúncia formal na Polícia Civil contra a moradora Maisa de Paula Pereira. Selma relata ter sido vítima de uma série de agressões físicas, verbais e de graves ofensas de injúria racial. O episódio ocorreu no dia 29 de maio, mas a denúncia foi oficialmente registrada na última terça-feira, dia 2 de junho.
De acordo com as informações contidas no boletim de ocorrência, o conflito teve início devido ao inconformismo da moradora com uma infiltração no apartamento, localizado no Condomínio Chapada dos Buritis, no bairro Ponte Nova.
Laudos técnicos emitidos pela administração do condomínio constataram que o problema na estrutura era decorrente de um vazamento vindo da unidade superior, o que isentava juridicamente a gerência do residencial de qualquer responsabilidade ou custo de reparo.
Mesmo ciente dos laudos, a suspeita passou a perseguir constantemente a síndica e demais funcionários do local, exigindo providências imediatas. O desgaste levou a um incidente no pátio do condomínio, onde a agressora seguiu a vítima desferindo xingamentos e ameaças.
Toda a ação foi registrada pelas câmeras de monitoramento de segurança do condomínio. Nas imagens, é possível ver o momento em que Maisa adota uma postura agressiva contra a síndica e parte para as vias de fato. Conforme a denúncia, a vítima foi verbalmente atacada e chamada de “preta incompetente” e “verme”, além de ouvir a ameaça “você me paga”.
Não satisfeita, a moradora seguiu a síndica até o salão de festas do residencial, onde ocorria uma reunião interna com representantes de uma empresa terceirizada. No local, a suspeita apontou o dedo contra o rosto da vítima e disparou novas ofensas, chamando-a de “preta nojenta”, “incompetente” e “jumenta”.
A agressora só foi contida graças à intervenção dos prestadores de serviço que participavam da reunião. Durante a confusão, a mulher ainda pegou uma cadeira do salão e tentou arremessá-la contra a vítima.
A Polícia Militar chegou a ser acionada para conter os ânimos no condomínio. O caso agora foi repassado à Polícia Civil, que registrou a ocorrência sob as tipificações de injúria racial (crime equiparado ao de racismo e inafiançável), crime de perseguição e vias de fato.
As imagens do circuito interno de TV já foram disponibilizadas às autoridades e devem servir como provas fundamentais no inquérito policial.
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Vídeo: Midia News

