*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Uma ocorrência de cárcere privado terminou em morte na noite da última segunda-feira, dia 11 de maio, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. O servidor da Escola Estadual Liceu Cuiabano, Valdivino Almeida Fidelis, 58 anos, morreu após ser atingido por disparos durante um suposto confronto com equipes da Polícia Militar.
A Polícia Militar foi acionada com a denúncia de que Valdivino mantinha a própria enteada em cárcere privado dentro de uma residência. Ao chegarem ao local, os policiais da equipe Raio 02 relataram ter ouvido barulhos de disparos vindos do interior do imóvel.
Ao entrarem no quintal para averiguar a situação, os militares visualizaram, através de uma janela, o homem armado apontando o revólver contra a cabeça da jovem, que tentava realizar uma ligação telefônica. Segundo as investigações preliminares, Valdivino não aceitava o fim do relacionamento com a ex-companheira, mãe da vítima.
De acordo com o boletim de ocorrência, Valdivino saiu da residência e se deparou com os policiais no quintal. Os militares ordenaram que ele largasse a arma e se rendesse, mas o servidor teria reagido e apontado o armamento na direção da equipe. Diante da ameaça iminente, os policiais efetuaram disparos. Valdivino foi atingido e morreu no local antes da chegada do socorro médico.
Gravações encontradas mostram os momentos de tensão antes do desfecho fatal. Em um dos vídeos, Valdivino aparece armado dentro de casa, conversando ao telefone. Em outro registro, ele fala diretamente com a ex-enteada, em tom de despedida.
“A minha vida está ruim. Minha vida está péssima. Aí você só chama a polícia para levar meu corpo. Eu vou morrer hoje”, afirmou o servidor na gravação.
Ainda no vídeo, ele chega a dar “opções” à jovem caso ele morresse, reforçando a intenção de não sair vivo daquela situação.
PERÍCIA E INVESTIGAÇÃO
A Polite esteve no local para coletar evidências e realizar a análise da cena do crime.
O caso agora é investigado pela Polícia Civil.
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