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29 de maio de 2026 19:56

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Mundo

Sem Brasil, países sul-americanos firmam acordo para combater facções

Países sul-americanos assinam compromisso regional em Santiago para ampliar cooperação contra crime organizado, narcotráfico e migração irregular.

última atualização: 29 de maio de 2026 18:21
Redação OPMT
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5 Minutos de Leitura
Sem Brasil, países sul-americanos firmam acordo para combater facções
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Os países sul-americanos Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Peru deram um novo passo na cooperação regional em segurança pública ao participarem de uma cúpula realizada nesta quinta-feira (28), em Santiago, capital chilena. O encontro reuniu ministros das Relações Exteriores e autoridades de alto escalão para discutir estratégias conjuntas de enfrentamento ao crime organizado transnacional, ao narcotráfico e à migração irregular, temas que têm gerado preocupação crescente em diversas nações da região.

Países sul-americanos ampliam cooperação em segurança

A reunião foi encerrada com a assinatura do chamado “Compromisso Regional de Santiago contra o Crime Organizado Transnacional”, documento que estabelece diretrizes para fortalecer a articulação entre os governos participantes diante do avanço de organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

Durante a cúpula, o presidente do Chile, José Antonio Kast, destacou a necessidade de uma ação coordenada entre os países envolvidos. Segundo ele, o encontro representa o início de uma agenda conjunta voltada ao enfrentamento de grupos criminosos que impactam diretamente a segurança da população, especialmente dos jovens e das comunidades mais vulneráveis.

A iniciativa busca criar mecanismos permanentes de cooperação e compartilhamento de informações entre os governos, reconhecendo que o caráter transnacional das atividades criminosas exige respostas integradas.

Acordo prevê plano de ação conjunto

De acordo com o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, o crime organizado passou a representar uma das maiores ameaças para a estabilidade institucional, a governança e o desenvolvimento econômico dos países da região.

Compartilhamento de informações será prioridade

O chanceler chileno ressaltou que ações isoladas já não são suficientes para enfrentar organizações criminosas que operam em diferentes territórios simultaneamente. Por esse motivo, o acordo prevê o fortalecimento da cooperação política e o intercâmbio de informações estratégicas entre os países signatários.

Além disso, foi definido que as nações participantes voltarão a se reunir dentro de 180 dias para avaliar os avanços obtidos e discutir novas medidas de implementação do compromisso firmado em Santiago.

Expansão da iniciativa para outros países

Outro ponto previsto é a apresentação dos resultados da cooperação durante a próxima Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). A expectativa é ampliar a adesão de outros países do continente à iniciativa, fortalecendo uma rede regional de combate ao crime organizado.

O documento foi assinado pelos ministros das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno; da Bolívia, Fernando Aramayo; do Peru, Carlos Pareja; e do Equador, Gabriela Sommerfeld, além de representantes do governo chileno.

Cenário regional reforça necessidade de integração

A mobilização dos países ocorre em um momento de crescente preocupação com os índices de criminalidade em diferentes regiões da América do Sul. O avanço de facções criminosas, o aumento dos homicídios e a expansão das rotas do narcotráfico têm pressionado governos a buscar soluções conjuntas.

No Peru, por exemplo, dados recentes apontam que somente no mês de fevereiro foram registrados 196 homicídios. A questão da segurança pública ganhou relevância no debate político nacional e já aparece entre os principais temas para as próximas eleições presidenciais.

No Equador, as autoridades anunciaram operações coordenadas com os Estados Unidos voltadas ao combate de organizações criminosas classificadas como grupos terroristas. A Argentina também tem avançado em iniciativas de cooperação internacional para enfrentar o crime organizado.

Debate ocorre em meio a desafios internos no Chile

A realização da cúpula também acontece em um contexto de discussões internas sobre segurança pública no Chile. O governo de José Antonio Kast tem sido alvo de críticas relacionadas à implementação de medidas concretas para reduzir os índices de criminalidade no país.

Recentemente, a então ministra da Segurança Pública, Trinidad Steinert, deixou o cargo menos de três meses após a posse da atual gestão, em meio a questionamentos sobre a condução da política de segurança.

Por outro lado, o atual ministro da Segurança, Martín Arraú, afirmou que o Chile já dispõe de uma Política Nacional de Segurança Pública em vigor, com validade de seis anos. Segundo ele, o plano oferece bases suficientes para o desenvolvimento de programas e ações futuras voltadas ao enfrentamento da criminalidade.

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