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Leia: “Se não fosse isso, eu estaria morta”: mulher acusada de matar o marido a facadas se entrega e alega legítima defesa em Várzea Grande
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OpiniãoMT > Blog > Várzea Grande > “Se não fosse isso, eu estaria morta”: mulher acusada de matar o marido a facadas se entrega e alega legítima defesa em Várzea Grande
Várzea Grande

“Se não fosse isso, eu estaria morta”: mulher acusada de matar o marido a facadas se entrega e alega legítima defesa em Várzea Grande

Jornalista Mauad
Publicado em: 17 de outubro de 2025
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3 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução/ Olhar jurídico
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

Quatro dias após o assassinato brutal do marido, Ana Maria Bueno, de 40 anos, se entregou voluntariamente à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na última quinta-feira, dia 16 de outubro. Ela é a principal suspeita de ter desferido sete facadas contra o companheiro, Joel Mesquita da Silva, de 33 anos, em um crime ocorrido no domingo, 12 de outubro, no bairro São Mateus, em Várzea Grande.

Ao se apresentar à DHPP, a acusada tentou justificar o homicídio, alegando legítima defesa e arrependimento. Ana Maria Bueno afirmou estar embriagada no momento do crime e disse ter apenas se defendido das agressões do marido, que também estaria alcoolizado. Ela tentou justificar o ato com uma declaração forte:

“Se não fosse isso, eu estaria morta e ele aqui.”

O delegado Edison Pick, responsável pela investigação, detalhou a versão apresentada pela acusada, mas ressaltou a cautela da Polícia Civil diante das evidências.

“Contou que os dois estavam bebendo desde a manhã e que a briga começou à noite. Disse que foi agredida e reagiu. É difícil falar em legítima defesa quando a vítima tem múltiplas perfurações e marcas de defesa. Mas a investigação é que vai comprovar as circunstâncias exatas”, ponderou o Delegado Pick.

O desentendimento que terminou em tragédia ocorreu na Rua 7, no bairro São Mateus. Testemunhas relataram à polícia que o casal passou o domingo inteiro ingerindo bebidas alcoólicas, o que elevou o nível de tensão entre os dois.

A motivação do assassinato, segundo os relatos, foi o desejo de Joel de continuar bebendo. A discussão se acirrou quando ele afirmou que sairia para consumir mais álcool, irritando profundamente a companheira.

A situação escalou para a violência física. Embora testemunhas indiquem que Joel teria se armado com uma faca e avançado contra Ana Maria, a mulher conseguiu tomar a arma. Em seguida, ela desferiu diversos golpes contra o homem.

Joel Mesquita da Silva foi atingido por sete facadas, com a maioria das perfurações localizadas no pescoço e na cabeça.

Após ser golpeado, Joel ainda tentou fugir do ataque correndo para a frente da residência, mas caiu antes de conseguir se afastar e morreu no local devido à gravidade dos ferimentos. O Samu foi acionado, mas apenas pôde constatar a morte.

O caso segue sob a investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que agora irá periciar as provas apreendidas e confrontar a versão da acusada com os indícios de múltiplas perfurações e as marcas de defesa da vítima para determinar a circunstância exata do crime.

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