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Leia: Rombo fiscal atinge R$ 1,128 trilhão e quebra novo recorde histórico
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21 de outubro de 2026 22:27

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Rombo fiscal atinge R$ 1,128 trilhão e quebra novo recorde histórico
Economia

Rombo fiscal atinge R$ 1,128 trilhão e quebra novo recorde histórico

Segundo relatório do Banco Central, o Setor público brasileiro registrou um rombo fiscal recorde de R$ 1,128 trilhão em 12 meses até julho,

Redação OPMT
Publicado em: 30 de agosto de 2024
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2 Minutos de Leitura
Rombo fiscal atinge R$ 1,128 trilhão e quebra novo recorde histórico
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O setor público consolidado do Brasil, que inclui União, Estados, municípios e estatais, registrou um rombo fiscal de R$ 1,128 trilhão no acumulado de 12 meses até julho. Este deficit nominal é o maior já registrado na série histórica iniciada em 2001, conforme divulgado pelo Banco Central no relatório “Estatísticas Fiscais” desta sexta-feira (30 de agosto de 2024).

Aumento do Rombo Fiscal

O saldo negativo aumentou em R$ 19,6 bilhões em comparação com o resultado de julho, quando o deficit foi de R$ 1,108 trilhão. O resultado nominal do setor público consolidado é calculado pelo saldo entre receitas e despesas, incluindo o pagamento dos juros da dívida pública.

No período de 12 meses até julho, o setor público consolidado gastou R$ 869,8 bilhões com juros da dívida. Este valor representa 77,1% de todo o rombo fiscal nas contas públicas. A taxa básica de juros, a Selic, que está acima de dois dígitos desde fevereiro de 2022, contribui significativamente para o aumento da dívida.

Resultado Primário

Excluindo o pagamento dos juros da dívida, o setor público consolidado registrou um deficit primário de R$ 257,7 bilhões no acumulado de 12 meses até julho. Este valor é menor em comparação ao mesmo período até junho, quando o deficit primário foi de R$ 272,2 bilhões.

Dívida Bruta do Governo

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que inclui o governo federal, INSS e governos regionais, atingiu 78,5% do PIB em julho. Este valor representa um aumento de 0,7 ponto percentual no mês e um crescimento de 4,1 pontos percentuais no ano, totalizando R$ 8,8 trilhões em valores nominais.

O rombo fiscal do setor público brasileiro atingiu um recorde histórico, refletindo o impacto das altas taxas de juros e o aumento das despesas com o serviço da dívida. A gestão eficiente das finanças públicas continua sendo um desafio crucial para o governo, especialmente em um cenário de juros elevados e crescimento econômico moderado.

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