Parlamentares da oposição protocolaram um pedido de abertura de CPMI para apurar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. A iniciativa foi formalizada na tarde de terça-feira (3.fev.2026) e reuniu apoio expressivo de deputados federais e senadores, superando com folga o número mínimo exigido pelo regimento do Congresso Nacional.
CPMI reúne apoio majoritário no Congresso
O requerimento foi apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e contou com 280 assinaturas no total. Do montante, 239 vieram de deputados federais e outras 41 de senadores. O número ultrapassa o quórum necessário para a criação da comissão, que corresponde a um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
As bancadas do PL, União Brasil, PSD e PP concentraram a maior parte dos apoios, somando juntas 183 assinaturas. Outras legendas também aderiram à proposta, como MDB, Republicanos e Podemos, que contribuíram com 23, 21 e 12 assinaturas, respectivamente.
Apenas três partidos optaram por não assinar o requerimento: PV, Psol e PCdoB. Com a eventual criação da comissão, caberá às legendas indicar seus representantes para a composição do colegiado, além da escolha do presidente e do relator da investigação.
Expectativa pela instalação da CPMI
Em declaração a jornalistas, Carlos Jordy afirmou esperar que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, cumpra o que determina o regimento e dê andamento imediato à instalação da comissão. Segundo o deputado, o processo de abertura é automático após o protocolo com o número mínimo de assinaturas.
O parlamentar ressaltou que o Regimento Interno do Congresso Nacional prevê a criação imediata de comissões parlamentares de inquérito nessas condições. Jordy também afirmou que a eventual demora ou negativa para instalar a CPMI pode caracterizar crime de responsabilidade.
O protocolo ocorreu no mesmo dia em que o senador Carlos Viana (PSD-MG), presidente da CPMI do INSS, tratou de questões relacionadas ao depoimento de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em diálogo com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. O episódio ampliou a repercussão política em torno do banco e reforçou a mobilização por uma nova investigação no Congresso.

