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Leia: Polícia prende ambulantes que cobravam R$ 3 mil por uma caipirinha e R$ 22 mil por uma garrafa de água
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25 de setembro de 2026 18:42

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Polícia prende ambulantes que cobravam R$ 3 mil por uma caipirinha e R$ 22 mil por uma garrafa de água
Brasil

Polícia prende ambulantes que cobravam R$ 3 mil por uma caipirinha e R$ 22 mil por uma garrafa de água

Operação no Rio mira ambulantes que aplicavam golpes em turistas com maquininhas adulteradas nas praias de Ipanema e Copacabana.

Redação OPMT
Publicado em: 23 de junho de 2025
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3 Minutos de Leitura
Polícia prende ambulantes que cobravam R$ 3 mil por uma caipirinha e R$ 22 mil por uma garrafa de água
Júlio César de Almeida Barreto, foi detido ainda na praia. Imagem: PJC/RJ.
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Uma operação realizada pela Delegacia Especial de Atendimento ao Turismo (Deat), com o apoio de policiais do 23º Batalhão (Leblon), no Rio de Janeiro, desmontou um esquema de fraudes envolvendo ambulantes e motoristas de aplicativo nas praias da zona sul carioca. A ação foi motivada por denúncias de turistas que relataram cobranças exorbitantes em compras simples, como milho ou água.

Cobranças abusivas surpreenderam turistas

De acordo com a investigação, os criminosos atuavam principalmente na Praia de Ipanema e em pontos movimentados de Copacabana. Os relatos são chocantes: um turista chegou a pagar R$ 22 mil por uma garrafa de água, enquanto outro foi cobrado em R$ 300 por um milho. As maquininhas de cartão eram adulteradas para realizar transações muito acima do valor correto.

A delegada Patrícia Alemany, responsável pela Deat, destacou que os trechos com maior incidência dos golpes praticados por ambulantes estão localizados entre os postos 8 e 9 da Praia de Ipanema, além da região que vai da Avenida Princesa Isabel até o Posto 3, em Copacabana. Segundo ela, esses locais são os preferidos dos criminosos justamente por serem muito frequentados por turistas.

Como funcionava o esquema dos ambulantes

O golpe funcionava da seguinte forma: os ambulantes exibiam um preço verbalmente, mas ao passar o cartão, o visor da maquininha mostrava outro valor, muitas vezes com a tela propositalmente danificada ou com brilho excessivo, dificultando a conferência do cliente. Só após a transação concluída é que a vítima percebia ter pago valores absurdos por produtos simples, como uma caipirinha que chegou a ser cobrada em R$ 20 mil, ou um biscoito vendido por R$ 3 mil.

A operação resultou na detenção de 13 suspeitos na Praia de Ipanema, que foram liberados após serem identificados. As maquininhas foram apreendidas para investigação. De acordo com a delegada, os próximos passos incluem o reconhecimento dos suspeitos pelas vítimas e a solicitação de quebra de sigilo das maquininhas, com o objetivo de rastrear os responsáveis pelas contas que receberam os valores das transações fraudulentas.

A delegada Patrícia Alemany reforça a importância de atenção redobrada na hora de efetuar pagamentos a ambulantes nas praias. Ela orienta que, se não for possível visualizar com clareza o valor na maquininha, é mais seguro optar por pagamento em dinheiro. “Nosso foco não é criminalizar o trabalhador honesto, mas, infelizmente, há criminosos infiltrados entre os ambulantes”, destacou.

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