*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), deflagrou na manhã desta terça-feira, dia 14 de abril, a Operação Mil Faces. O objetivo é desarticular uma sofisticada associação criminosa especializada em invasões de dispositivos informáticos, criação de cadastros fraudulentos e furtos eletrônicos contra clientes de uma grande operadora de telefonia.
A ofensiva cumpre 13 ordens judiciais, expedidas em uma ação coordenada entre os estados de Mato Grosso e Espírito Santo. Os alvos estão localizados em Poxoréu (MT) e na região metropolitana de Vitória (ES).
Ao todo, estão sendo executados 02 mandados de prisão preventiva, 05 mandados de busca e apreensão, 03 mandados de sequestro de bens e valores e 03 mandados de afastamento de sigilo telemático.

O “MODUS OPERANDI”: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL A SERVIÇO DO CRIME
A investigação da DRCI começou após uma provedora de telefonia de grande porte detectar anomalias em seus sistemas. O esquema revelou um nível de sofisticação tecnológica alarmante. Os criminosos utilizavam Inteligência Artificial para criar biometrias faciais falsas, técnica conhecida como deepfake.
Com essas imagens falsas de alta qualidade, o grupo conseguia burlar o sistema de segurança biométrica da operadora. Uma vez que o reconhecimento facial era validado de forma fraudulenta, os suspeitos realizavam o SIM swap (troca indevida de chip).
Ao assumir o controle total da linha telefônica das vítimas, os criminosos ganhavam acesso livre a aplicativos de bancos, redes sociais e contas digitais. Consumidores de todo o Brasil sofreram prejuízos com a subtração de valores e compras indevidas realizadas pelos invasores.

CRIMES E PENALIDADES
Os investigados responderão por uma série de crimes que somam penas pesadas, como associação criminosa, invasão de dispositivo informático qualificada, falsidade ideológica e furto qualificado mediante fraude eletrônica.

