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Leia: PL da Anistia avança no Senado e reúne apoio de pelo menos 50 dos 81 parlamentares
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1 de novembro de 2026 16:18

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > PL da Anistia avança no Senado e reúne apoio de pelo menos 50 dos 81 parlamentares
Brasília

PL da Anistia avança no Senado e reúne apoio de pelo menos 50 dos 81 parlamentares

Projeto de Anistia no Senado avança com apoio de 50 parlamentares e reacende debate sobre condenações do 8 de janeiro.

Redação OPMT
Publicado em: 9 de janeiro de 2026
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5 Minutos de Leitura
PL da Anistia avança no Senado e reúne apoio de pelo menos 50 parlamentares
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O debate sobre a Anistia voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional após a apresentação de um novo projeto de lei pelo senador Esperidião Amin (PP-SC). A proposta, protocolada nesta quinta-feira (8), busca anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro e, segundo o autor, já conta com o apoio de pelo menos 50 dos 81 senadores, número suficiente para garantir a tramitação e o debate da matéria no Senado Federal.

Apoio ao projeto e tramitação no Senado

De acordo com Esperidião Amin, o Projeto de Lei da Anistia recebeu manifestações favoráveis de senadores de diferentes partidos, seja de forma direta ou por meio de líderes e representantes partidários. Em entrevista concedida à CNN Brasil, o parlamentar afirmou que o respaldo obtido até o momento assegura, ao menos, a abertura de discussões formais sobre o tema dentro da Casa Legislativa.

O senador ressaltou que o apoio não significa necessariamente concordância irrestrita com o texto, mas indica disposição política para analisar a proposta. Para Amin, esse movimento demonstra que o tema da Anistia segue relevante no cenário político e institucional do país, especialmente diante das controvérsias relacionadas às condenações decorrentes dos atos ocorridos em janeiro de 2023.

Vetos presidenciais e atuação do Congresso

O autor do projeto também destacou que, independentemente do avanço do novo PL da Anistia, os vetos impostos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a outras propostas legislativas serão analisados pelo Congresso Nacional. Amin afirmou que a apreciação desses vetos faz parte do rito constitucional e não depende diretamente da tramitação do novo projeto apresentado.

O senador é relator do chamado PL da Dosimetria no Senado, que previa a redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Após a aprovação da proposta pelo Congresso em dezembro, o texto foi vetado integralmente pelo presidente da República. Diante desse cenário, Amin decidiu protocolar um novo projeto tratando diretamente da Anistia, ampliando o alcance da discussão.

Anistia e questionamentos sobre o inquérito no STF

Esperidião Amin afirmou que sempre se posicionou favoravelmente à Anistia e avaliou que a redução das penas representaria apenas um primeiro passo rumo à pacificação nacional. Segundo ele, há problemas no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), o que, em sua avaliação, comprometeria a validade das condenações aplicadas aos envolvidos.

O senador argumentou que o processo apresenta vícios e defendeu a nulidade do inquérito que resultou nas condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Em declarações públicas, Amin criticou a condução do julgamento e a composição da instância responsável pela análise do caso, apontando suposta falta de imparcialidade.

Dosimetria como etapa inicial

Para o parlamentar, a discussão sobre a dosimetria das penas poderia contribuir para reduzir o clima de radicalização política no país. Ele explicou que, embora tenha relatado uma proposta de redução de penas, sua convicção pessoal sempre esteve alinhada à defesa da Anistia como solução mais ampla para o impasse jurídico e político instaurado após os acontecimentos de janeiro.

Fundamentação constitucional da Anistia

O senador também destacou que a Anistia é um instrumento previsto no ordenamento jurídico brasileiro e possui respaldo constitucional. Amin lembrou que o indulto já foi concedido em mais de 30 ocasiões ao longo da história recente do país, reforçando que medidas desse tipo não são inéditas no sistema político nacional.

Segundo ele, a Anistia pode ser compreendida como um mecanismo voltado à justiça e à reconciliação, com amparo na Constituição Federal de 1988. O parlamentar defende que a adoção desse instrumento pode contribuir para a superação de conflitos institucionais e para a normalização do ambiente político.

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