*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O presidente regional do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, confirmou que a legenda já possui processos de infidelidade partidária em análise jurídica envolvendo diversos prefeitos do partido. As possíveis expulsões estão sendo avaliadas pela cúpula partidária após gestores municipais declararem apoio público à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado, rompendo com o palanque oficial da sigla, encabeçado pelo senador e candidato Wellington Fagundes (PL).
Minimizando o impacto político interno dos episódios de racha na legenda, Ananias comparou a situação aos atritos recorrentes do cotidiano político.
“Isso é igual unha encravada, todo ano tem”.
POLÊMICA SOBRE A AGENDA DE FLÁVIO BOLSONARO EM CAMPO NOVO DO PARECIS
Durante a entrevista, Ananias também rebateu os boatos de que o candidato ao Governo Wellington Fagundes teria sido isolado ou excluído de agendas da campanha nacional, especificamente após a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo município de Campo Novo do Parecis. A visita, que incluiu uma passagem por uma aldeia da etnia Parecis, gerou especulações nos bastidores sobre um suposto esvaziamento do candidato estadual.
Segundo o dirigente regional, a passagem de Flávio Bolsonaro teve caráter estritamente restrito a gravações para o programa eleitoral e não configurou um ato político ou partidário tradicional. Ananias explicou que a cúpula nacional comunicou os nomes do partido com antecedência. Ele ressalta que os envolvidos souberam da agenda de gravação no período da manhã.
DEFESA DA CANDIDATURA E REFUTAÇÃO DE NARRATIVAS
Ananias Filho reforçou que a prioridade absoluta da legenda em Mato Grosso continua sendo o projeto majoritário encabeçado por Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás.
O presidente do PL classificou as especulações sobre divisões internas ou boicotes como estratégias comuns de adversários políticos no período de campanha para tentar enfraquecer a musculatura da chapa liberal.
“Narrativas que colocam muitas vezes até para tentar confundir é normal numa época de campanha. Eu, se fosse adversário de um partido tão forte e musculoso igual o Wellington, talvez eu estaria criando essa narrativa”.
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