*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O ex-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, sacudiu o cenário político de Mato Grosso na manhã desta terça-feira, dia 31 de março. O líder político oficializou a saída dele do PRD (Partido Renovação Democrática) após a intervenção da executiva nacional que destituiu o diretório estadual. Carvalho não poupou críticas à decisão, classificando o episódio como uma traição articulada em Brasília.
Mauro Carvalho revelou que soube da perda do comando do partido por meio do secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, na última segunda-feira, dia 30 de março. Para ele, a forma como o processo foi conduzido demonstra uma total falta de ética por parte dos presidentes nacionais Paulinho da Força (Solidariedade) e Ovasco Resende (PRD).
“Eu fui avisado dessa negociata da velha política que aconteceu com o PRD em Brasília pelo secretário Gilberto Figueiredo. Foi uma falta de respeito e consideração pelo trabalho que fizemos ao longo de dois anos no PRD, no Estado do Mato Grosso”, desabafou Carvalho.
Ao confrontar o presidente nacional Ovasco Resende, Mauro ouviu que a destituição se daria por uma suposta demora na montagem da chapa federal. O ex-secretário rebateu prontamente a justificativa.
“Uma desculpa esfarrapada. Liguei para o Ovasco e ele ficou inventando várias histórias, inclusive de que o PRD não estaria montando chapa federal. A chapa estava praticamente pronta, até porque as filiações terminam dia 4 de abril e as convenções são apenas em julho”, explicou.
Mauro foi ainda mais incisivo ao separar os perfis políticos envolvidos no episódio:
“Eu enxergo isso como separar o joio do trigo, os homens dos meninos, os homens dos moleques. Ainda bem que isso aconteceu ontem; pior seria se ocorresse durante o processo eleitoral”.
A intervenção nacional deve causar um esvaziamento imediato da sigla em Mato Grosso. Mauro Carvalho confirmou que os pré-candidatos da federação PRD/Solidariedade, grupo que inclui nomes ligados ao União Brasil e deputados como Paulo Araújo e Juca do Guaraná, devem deixar o partido em bloco.
Quanto ao próprio futuro, Carvalho afirmou que, por enquanto, seguirá sem partido, acompanhando a movimentação do grupo político.
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