Uma pesquisadora de 28 anos morreu na última sexta-feira (2), em Irkutsk, na Sibéria, Rússia, depois de apresentar um quadro grave de pneumonia cuja origem ainda não foi identificada. A possibilidade de peste pneumônica chegou a ser considerada porque a mulher trabalhava em um instituto dedicado à pesquisa e ao combate à peste, doença provocada pela bactéria Yersinia pestis. Até o momento, entretanto, as autoridades russas afirmam não ter encontrado indícios de que ela tenha sido contaminada pelo microrganismo em seu ambiente de trabalho.
Investigação sobre a morte da pesquisadora
A morte da cientista mobilizou as autoridades sanitárias russas e levou à adoção de medidas preventivas entre pessoas que tiveram contato com ela. Aproximadamente 200 indivíduos passaram a ser monitorados ou colocados em quarentena após o caso.
A medida foi adotada como precaução enquanto os especialistas tentavam determinar a origem da pneumonia que provocou a morte da pesquisadora. Apesar da atividade profissional ligada ao estudo da peste, as autoridades informaram que as análises realizadas até agora não apontaram a presença de agentes infecciosos relacionados ao trabalho desenvolvido por ela.
Também não foram identificados sinais que comprovassem um eventual acidente dentro do laboratório ou uma exposição a material contaminado.
Segundo as autoridades russas, a causa oficial da morte permanece classificada como uma pneumonia de origem desconhecida.
Quarentena começa a ser reduzida
O número de pessoas submetidas às medidas de precaução começou a diminuir nesta terça-feira (6). Elena Sofina, vice-chefe do distrito, informou que aproximadamente 60% dos indivíduos que haviam sido colocados em quarentena já receberam autorização para deixar o isolamento.
A liberação ocorre enquanto as investigações continuam para esclarecer o que provocou a doença e se houve, de fato, alguma possibilidade de transmissão relacionada ao caso.
Mesmo com a redução das medidas de isolamento, as autoridades russas orientaram a população a manter a tranquilidade e aguardarem a conclusão dos procedimentos de investigação.
O que é peste pneumônica?
A peste pneumônica é uma forma da peste que atinge diretamente o sistema respiratório. A doença é provocada pela bactéria Yersinia pestis, que pode estar presente em determinados pequenos mamíferos, especialmente roedores, além das pulgas que se alimentam desses animais.
A Organização Mundial da Saúde considera a forma pneumônica uma das manifestações mais graves da doença. Diferentemente de outras formas de peste, ela afeta os pulmões e pode evoluir rapidamente quando não há tratamento adequado.
A transmissão também pode ocorrer por meio de gotículas respiratórias expelidas por uma pessoa infectada, o que explica a necessidade de monitoramento de indivíduos que tenham tido contato próximo com um caso suspeito.
Principais sintomas da doença
Os sinais da peste pneumônica podem aparecer rapidamente. Entre os sintomas descritos estão febre elevada, dor de cabeça e sensação de fraqueza.
Com a evolução do quadro, o paciente pode desenvolver uma pneumonia de progressão rápida. Entre as manifestações respiratórias estão falta de ar, dores no peito e tosse, que pode apresentar sangue.
A rapidez com que os sintomas respiratórios podem se agravar é uma das características que tornam a doença uma condição que exige avaliação e atendimento médico imediatos.
Caso continua sob investigação na Rússia
A morte da pesquisadora em Irkutsk permanece sob investigação das autoridades russas. Até o momento, não foram apresentadas evidências que confirmem que a mulher tenha contraído peste pneumônica ou que tenha ocorrido contaminação dentro do laboratório onde trabalhava.
Os exames realizados também não apontaram microrganismos associados às atividades profissionais da pesquisadora. Com isso, a origem da pneumonia continua sem esclarecimento definitivo.

