Após dias de intensas negociações e especulações sobre a composição da chapa majoritária, o senador Wellington Fagundes (PL) bateu o martelo e anunciou oficialmente o empresário Reinaldo Moraes, o “Rei do Porco”, como candidato a vice-governador.
A escolha sacramentada sela uma série de reestruturações na coligação e consolida o alinhamento político da chapa com o setor do agronegócio e a ala conservadora tradicional do estado.
A definição de Reinaldo Moraes para a vaga de vice coroa uma articulação encabeçada pela cúpula do Partido Liberal. Empresário de do setor do agronegócio, Reinaldo ganhou projeção nacional e estadual em 2024, quando protagonizou um vídeo viral em que aparecia passando óleo ungido nos pés do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma visita a Mato Grosso.
Com forte apelo junto à base bolsonarista, o nome de Moraes teve o aval direto da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Reinaldo já possui histórico na política partidária do estado, tendo disputado o cargo de senador na eleição suplementar realizada em 2020.
Com o martelo batido em torno do “Rei do Porco”, a chapa encabeçada por Wellington Fagundes, que formalizou aliança com o MDB, desenha a configuração final para a disputa ao Palácio Paiaguás, tendo a deputada estadual Janaina Riva como a aposta para a disputa ao Senado com o deputado federal José Medeiros (PL).
O PREÇO DA DECISÃO: REVIRAVOLTA E RACHA NOS BASTIDORES
A oficialização de Reinaldo Moraes como vice ocorreu em meio a um cenário de fortes turbulências e mudanças de última hora. Inicialmente, o acordo majoritário previa a indicação do empresário e fundador do Grupo São Benedito, Marcelo Maluf (Novo), para o posto de vice-governador, composição esta que havia sido chancelada durante o período de convenções partidárias.
Posteriormente ao anúncio, Fagundes substituiu o empresário Marcelo Maluf (Novo) pelo médico Alencar Farina (PL). Além de romper alianças de última hora e atrair duras críticas públicas pela forma como a articulação foi conduzida, a oficialização de Farina acendeu um sinal vermelho na ala mais ideológica do bolsonarismo mato-grossense, que passou a questionar a viabilidade da chapa ao Palácio Paiaguás devido ao histórico político do novo vice.
Logo após o anúncio da nova escolha de Wellington, voltou a circular pelas redes sociais uma fotografia datada de abril de 2008, na qual Farina aparece no centro da imagem, erguendo com destaque uma bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT).

