*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Candidatos a deputado estadual e federal do Partido Novo pressionam a direção estadual da sigla a romper a coligação com o Partido Liberal (PL). O grupo exige a retirada de apoio às candidaturas de Wellington Fagundes, que concorre ao Governo do Estado, e de José Medeiros, candidato ao Senado.
A pressão teria ocorrido durante uma reunião da diretoria realizada na noite da última segunda-feira, dia 14 de setembro, embora a cúpula partidária ainda não tenha tomado uma decisão definitiva sobre o rompimento da aliança.
O estopim para a revolta dos candidatos do Novo foi o que o partido classificou como “descumprimento, por parte do PL, de acordos firmados para a campanha”.
De acordo com as reclamações apresentadas durante o encontro, o acordo de formação da aliança previa um aporte financeiro total de R$ 2,5 milhões destinados a bancar as candidaturas proporcionais do Novo. O montante estaria dividido em três parcelas: uma primeira de R$ 1 milhão, e outras duas subsequentes no valor de R$ 750 mil cada.
Embora a primeira parcela tenha sido repassada conforme o combinado, os candidatos apontam que a segunda parcela não chegou dentro do prazo estipulado, gerando um forte gargalo na estrutura de campanha a deputado estadual e federal da legenda.
Em nota oficial, a direção do Partido Novo confirmou o embate interno e os motivos que levaram à cobrança por parte dos filiados.
“Alguns participantes solicitaram o rompimento da coligação e do apoio às candidaturas de Wellington Fagundes, que concorre ao Governo do Estado, e de José Medeiros, candidato ao Senado, ambos do Partido Liberal (PL). O pedido foi apresentado à diretoria em razão do descumprimento, por parte do PL, de acordos firmados para a campanha”, informou a nota.

