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Leia: Paraplégico consegue mexer o pé após teste clínico de Polilaminina
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21 de outubro de 2026 21:49

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OpiniãoMT > Blog > Saúde > Paraplégico consegue mexer o pé após teste clínico de Polilaminina
Saúde

Paraplégico consegue mexer o pé após teste clínico de Polilaminina

Paciente paraplégico relata retorno de movimentos após aplicação de Polilaminina, substância experimental estudada para regeneração da medula.

Redação OPMT
Publicado em: 8 de janeiro de 2026
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4 Minutos de Leitura
Paraplégico consegue mexer o pé após teste clínico de Polilaminina
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Um paciente que sofreu lesão medular total passou a relatar sinais de recuperação funcional após receber Polilaminina, substância experimental aplicada por determinação judicial. O caso ocorreu em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, e foi documentado por uma equipe científica ligada a uma pesquisa em andamento sobre regeneração da medula espinhal.

Diogo Barros Brollo, de 35 anos, sofreu um grave acidente de trabalho ao cair de um prédio, o que resultou em lesão medular completa. De acordo com os médicos responsáveis pelo atendimento inicial, ele perdeu totalmente os movimentos e a sensibilidade da cintura para baixo, sendo diagnosticado com paraplegia. Cerca de um mês atrás, após autorização judicial, o paciente recebeu a aplicação da Polilaminina, substância que ainda não possui aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Aplicação da Polilaminina e primeiros relatos clínicos

A Polilaminina vem sendo estudada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como um possível agente de regeneração da medula espinhal. O projeto é coordenado pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio e ainda se encontra em fase experimental, sem testes clínicos oficiais iniciados.

Duas semanas após a aplicação da substância, Diogo passou a relatar o retorno parcial de sensibilidade e de movimentos voluntários. Entre os sinais observados estão contrações musculares na coxa, movimentação do pé e ativação da musculatura do esfíncter. Segundo a equipe científica responsável pelo acompanhamento, esses registros foram devidamente documentados como parte do estudo observacional.

Avaliação médica e cautela dos especialistas

Especialistas em reabilitação e fisiatria destacam que casos de recuperação em lesões medulares completas são considerados incomuns. De acordo com esses profissionais, em determinadas situações, a redução do edema na região lesionada após o trauma pode gerar alguma melhora espontânea, dependendo do grau e da extensão da lesão inicial.

Os médicos ressaltam que ainda não é possível estabelecer uma relação definitiva entre a aplicação da Polilaminina e os avanços relatados, uma vez que se trata de uma substância em fase experimental e sem estudos clínicos conclusivos publicados até o momento.

Outras decisões judiciais e novos pacientes

Além do caso registrado no Rio de Janeiro, outras decisões judiciais também autorizaram o uso da Polilaminina em pacientes com lesão medular no Brasil. No Espírito Santo, um hospital informou que um paciente com diagnóstico semelhante apresentou contrações voluntárias em um dos membros inferiores, resultado considerado um ganho funcional relevante dentro do atual estágio de reabilitação.

Até agora, dez decisões judiciais permitiram a aplicação da substância no país, sendo que cinco já foram efetivamente cumpridas. As intervenções ocorreram ou estão programadas para cidades dos estados de São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Bahia.

Produção do fármaco e próximos passos da pesquisa

O laboratório Cristália, responsável pela produção da Polilaminina e apoiador financeiro da pesquisa, informou que tem cumprido as determinações judiciais. Segundo a empresa, os custos das aplicações estão sendo absorvidos enquanto o produto não recebe aprovação regulatória.

De acordo com os pesquisadores, os testes clínicos oficiais ainda não começaram. A previsão é que os estudos incluam apenas pacientes com lesões medulares completas e em fase aguda, com até 72 horas desde a ocorrência do trauma.

Os relatos de melhora funcional após a aplicação da Polilaminina têm chamado a atenção da comunidade médica e científica, embora especialistas reforcem a necessidade de cautela. Enquanto os estudos clínicos não são iniciados e os resultados analisados de forma sistemática, os casos seguem sendo acompanhados como registros observacionais autorizados por decisões judiciais, sem comprovação definitiva de eficácia terapêutica.

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