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Leia: Os EUA estão monitorando o Pix a pelo menos dois anos, confirma agência
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24 de abril de 2026 03:14

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Os EUA estão monitorando o Pix a pelo menos dois anos, confirma agência
Economia

Os EUA estão monitorando o Pix a pelo menos dois anos, confirma agência

Governo dos EUA está monitorando o Pix por possível impacto em empresas americanas. Investigação foi aberta por agência ligada à Casa Branca.

última atualização: 19 de julho de 2025 13:52
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
Os EUA estão monitorando o Pix a pelo menos dois anos, confirma agência
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As autoridades dos Estados Unidos estão monitorando o Pix desde 2022, conforme documentos oficiais. A crescente adoção do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro chamou a atenção do governo americano, que agora conduz uma investigação sobre possíveis impactos comerciais da plataforma no mercado internacional.

USTR está monitorando o Pix no Brasil

Desde o lançamento do Pix, em novembro de 2020, o governo norte-americano tem demonstrado preocupação com o avanço da ferramenta desenvolvida pelo Banco Central do Brasil. Em relatório publicado em 2022, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) indicou estar atento ao crescimento do sistema, destacando o duplo papel do BC como regulador e operador do Pix.

O USTR classifica o sistema como um possível fator de “barreira comercial estrangeira”, capaz de interferir nas exportações, investimentos e nas operações de comércio eletrônico dos Estados Unidos com países como Brasil e Reino Unido. Apesar de só ter citado o Pix diretamente em 2022, relatórios posteriores continuaram fazendo menções ao setor financeiro brasileiro.

Investigação oficial envolve estímulo ao Pix

Em 16 de julho, o USTR anunciou a abertura de uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras, incluindo o estímulo governamental ao uso do Pix. Segundo Jamieson Greer, dirigente da agência, a iniciativa atende a uma solicitação do ex-presidente Donald Trump. O objetivo é apurar supostos ataques do Brasil a empresas de mídia social dos EUA e práticas que poderiam afetar negativamente companhias, trabalhadores e produtores americanos.

Essa movimentação reforça que os Estados Unidos seguem monitorando o Pix e seus efeitos no mercado internacional, sobretudo diante da concorrência com serviços privados, como os tradicionais cartões de crédito e o próprio WhatsApp Pay, pertencente à empresa Meta.

Pix representa concorrência direta a empresas americanas?

Especialistas apontam que o Pix pode ter interferido nos planos de negócios de empresas dos EUA. Em 2020, a Meta anunciou a chegada do WhatsApp Pay ao Brasil, permitindo transferências entre usuários por meio de cartões vinculados ao aplicativo. Contudo, a funcionalidade foi suspensa uma semana após o anúncio, por decisão do Banco Central e do Cade, sob alegação de necessidade de avaliação regulatória e de impacto concorrencial.

A economista Cristina Helena Mello, da PUC-SP, explicou que o Pix está inserido dentro do sistema financeiro legal brasileiro, enquanto o WhatsApp Pay operava fora dessa estrutura, o que levantava preocupações regulatórias. Para ela, a decisão do BC de suspender o serviço foi coerente com a política de acompanhamento monetário do país.

Reações do mercado e impacto do Pix

Segundo dados do Banco Central, o Pix movimentou R$ 26,4 trilhões somente em 2023. Para analistas, o sistema fortaleceu a bancarização e se consolidou como meio de pagamento eficaz, gratuito e acessível, o que acaba por representar ameaça aos modelos de negócios baseados em tarifas de transações financeiras.

Por ser um sistema gratuito e público, o Pix tem se mostrado competitivo diante das soluções privadas, inclusive em algumas transações internacionais onde começa a ser considerado como alternativa ao dólar. Isso acende o alerta em países como os Estados Unidos, que têm grande participação em serviços financeiros globais.

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