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Leia: OAB é contrária à lei que acaba com as saidinhas dos presos
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25 de abril de 2026 07:14

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > OAB é contrária à lei que acaba com as saidinhas dos presos
Brasília

OAB é contrária à lei que acaba com as saidinhas dos presos

O Conselho Federal da OAB considera inconstitucional projeto que acaba com as saídas temporárias e exige exame criminológico para progressão de regime.

última atualização: 26 de março de 2024 16:14
Redação OPMT
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2 Minutos de Leitura
OAB é contrária à lei que acaba com as saidinhas dos presídios
Para o Conselho Federal da OAB, o projeto de lei fere os direitos humanos. Imagem: Reprodução.
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Em resposta à aprovação na Câmara dos Deputados do projeto de lei que extingue as “saidinhas” de presos e impõe exame criminológico para progressão de regime, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) manifestou-se veementemente contra a proposta, considerando-a inconstitucional. A OAB argumenta que a medida viola direitos humanos e prejudica a ressocialização dos apenados.

A posição da OAB sobre as saidinhas

O parecer contrário à proposta foi aprovado por unanimidade no conselho e será enviado ao presidente Lula. A OAB adverte que, caso o projeto seja sancionado, entrará com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para barrar sua aplicação.

O conselheiro Alberto Zacharias Toron destaca a inconstitucionalidade de eliminar as saídas temporárias em datas comemorativas como Natal, Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais, configurando violação dos direitos humanos dos presos.

A OAB esclarece que as “saidinhas” não beneficiam presos em regime fechado, mas sim aqueles que já trabalham fora do presídio em colônias agrícolas ou industriais, retornando à noite. O parecer argumenta que as saídas temporárias concretizam o direito ao convívio familiar, educacional, profissional e social, crucial para a ressocialização e, consequentemente, para a segurança pública.

Segurança pública e reincidência criminal

A OAB enfatiza que a ressocialização, facilitada pelas saídas temporárias, diminui os índices de reincidência criminal, beneficiando a segurança pública. A instituição defende que a medida contribui para a reinserção social dos egressos, combatendo a criminalidade de forma mais eficaz.

A OAB se posiciona firmemente contra o projeto de lei que extingue as “saidinhas” e exige exame criminológico para progressão de regime. A instituição argumenta que a proposta é inconstitucional, viola direitos humanos e prejudica a ressocialização dos presos, comprometendo a segurança pública a longo prazo. 

A OAB espera que o presidente Lula reconsidere a sanção do projeto e que o Congresso Nacional abra espaço para um debate amplo e aprofundado sobre o tema.

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