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27 de maio de 2026 17:55

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OpiniãoMT > Blog > Bolsonaro > Nunes Marques analisa processo que pode anular condenações de Bolsonaro
Bolsonaro

Nunes Marques analisa processo que pode anular condenações de Bolsonaro

Nunes Marques abre prazo para manifestação da PGR em revisão criminal apresentada pela defesa de Bolsonaro no STF.

última atualização: 27 de maio de 2026 14:00
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
Nunes Marques analisa processo que pode anular condenações de Bolsonaro
Nunes Marques avança na análise do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Bolsonaro no STF. Imagem: OpiniãoMT.
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A revisão criminal apresentada pela defesa de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) deu um novo passo nesta quarta-feira. O ministro Nunes Marques, relator do pedido protocolado pelos advogados do ex-presidente, determinou a abertura de prazo de 20 dias para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso. A medida faz parte da tramitação do recurso que busca reverter a condenação do ex-mandatário relacionada à investigação sobre a suposta trama golpista.

Defesa de Bolsonaro tenta anular condenação

O recurso foi protocolado no início deste mês pelos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa pede a anulação da sentença que condenou o ex-chefe do Executivo a 27 anos e 3 meses de prisão no processo envolvendo a alegada tentativa de ruptura institucional.

Além da absolvição, os advogados também solicitaram a invalidação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, e a transferência do julgamento para o plenário completo do STF.

Segundo os defensores, o processo apresenta falhas que, na avaliação da equipe jurídica, caracterizariam um erro judiciário. Em um dos trechos do pedido encaminhado à Corte, a defesa sustenta que houve irregularidades relevantes na condução da ação penal.

PGR terá 20 dias para se manifestar

Com a decisão de Nunes Marques, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deverá apresentar parecer oficial sobre o pedido de revisão criminal. Após a manifestação da PGR, o processo seguirá para análise dos ministros responsáveis pelo julgamento.

O procedimento faz parte do rito previsto para revisões criminais no Supremo Tribunal Federal. A análise do caso poderá resultar na manutenção da condenação, na revisão parcial da decisão ou, em último caso, na anulação da sentença aplicada ao ex-presidente.

Julgamento de Bolsonaro ficará com a Segunda Turma

De acordo com o regimento interno do STF, o pedido será analisado pela Segunda Turma da Corte. O colegiado é composto pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

A defesa de Bolsonaro questiona justamente o fato de o julgamento original não ter ocorrido no plenário completo do Supremo. Os advogados afirmam que a análise por apenas parte dos ministros teria comprometido o devido processo legal.

Outro argumento apresentado diz respeito ao acesso aos elementos da investigação. A equipe jurídica do ex-presidente sustenta que não teve acesso integral às provas utilizadas no processo, o que, segundo os defensores, teria prejudicado o exercício da ampla defesa.

Delação de Mauro Cid também é contestada

Entre os principais pontos do recurso está a contestação da colaboração premiada de Mauro Cid. Os advogados alegam que o acordo não teria ocorrido de forma espontânea e que as declarações prestadas pelo militar não seriam confiáveis. A defesa afirma ainda que não existem provas que indiquem ordens diretas de Bolsonaro relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Esse argumento foi incluído no pedido enviado ao Supremo como uma das bases para solicitar a revisão da condenação.

O caso segue agora aguardando o posicionamento oficial da Procuradoria-Geral da República antes de avançar para nova etapa de análise dentro da Corte.

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