*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O deputado federal Nelson Barbudo manifestou preocupação com o inchamento da chapa de candidatos à Câmara Federal, classificando a atual configuração como um desafio matemático de alto risco, que pode inviabilizar a reeleição de nomes consolidados.
A grande preocupação de Barbudo reside no quociente eleitoral necessário para garantir cadeiras em Brasília. Com a concentração de nomes fortes na mesma sigla, o partido corre o risco de ver candidatos com votações expressivas ficarem de fora devido à concorrência interna feroz.
“Com a chegada do Assis, as coisas ficaram pesadas no PL. Vocês sabem que nenhum partido faz mais que dois deputados. Nenhum. Eu aposto. Na vez passada havia condições, mas agora o quociente é muito alto. Para ter três, precisa de quase 800 mil votos, se não me engano. É muita coisa para uma chapa”, analisou o deputado.
Embora reafirme o desejo de permanecer no PL, Barbudo utilizou uma metáfora para descrever o momento de incerteza. Ele admitiu que está sendo sondado por outras legendas e que a decisão final dependerá de uma “engenharia política” minuciosa.
“Não penso em sair, mas a política é igual nuvem: cada vez que você olha para o céu, ela está de um jeito. Vou avaliar muito, porque há uma engenharia a ser feita, uma matemática para chegar ao sucesso em uma campanha. Já fui convidado por vários partidos, mas nunca comentei porque estava fora. Precisamos analisar e fazer essa engenharia política. A minha intenção é continuar no PL”, ponderou.
A lista de pré-candidatos do PL para a Câmara Federal é extensa. Entre os nomes que poderão disputar os votos da direita em Mato Grosso estão:
-Coronel Fernanda (atual deputada)
-Coronel Assis (atual deputado)
-Nelson Barbudo (atual deputado)
-Rosana Martinelli (ex-prefeita de Sinop)
-Rafael Ranalli (vereador de Cuiabá)
-Tiago Boava
-Rodrigo da Zaeli
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Vídeo: Estadão Mato Grosso

