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Leia: Morre terceira pessoa da família que comeu arroz envenenado no Piauí
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24 de abril de 2026 07:44

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Morre terceira pessoa da família que comeu arroz envenenado no Piauí
Brasil

Morre terceira pessoa da família que comeu arroz envenenado no Piauí

Criança de 3 anos morre após ingerir arroz envenenado. Agora, a Polícia Civil investiga suspeita de homicídio.

última atualização: 6 de janeiro de 2025 11:12
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
Morre terceira pessoa da família que comeu arroz envenenado no Piauí
O terbufós é um composto químico com efeitos devastadores no organismo humano. Imagem: Reprodução TV Globo.
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A vítima, Lauane da Silva, uma criança de apenas três anos faleceu nesta segunda-feira (6) após ingerir arroz envenenado, ela estava internada desde a última quarta-feira (1º) no Hospital de Urgência de Teresina. O alimento contaminado também vitimou seu irmão e tio, enquanto outras seis pessoas da mesma família foram afetadas, incluindo sua mãe e irmã.

O Caso: Arroz envenenado confirmado em análise

De acordo com laudos periciais do Instituto de Medicina Legal (IML), o veneno identificado na comida foi o “terbufós”, um organofosforado altamente tóxico usado como inseticida e nematicida. A substância foi encontrada em grandes quantidades no baião de dois – mistura de arroz com feijão – consumido pela família. O médico Antônio Nunes, diretor do IML, destacou que o veneno estava distribuído em grânulos visíveis no arroz.

A polícia trabalha com a hipótese de homicídio, uma vez que a presença do veneno no alimento indica intenção criminosa. “É impossível que essa substância tenha chegado ao alimento de forma acidental”, afirmou o delegado responsável pelo caso, Abimael Silva.

O incidente ganha contornos ainda mais preocupantes ao se conectar a um histórico de envenenamentos envolvendo a família. Em 2024, dois filhos de Francisca Maria, mãe de Lauane, morreram após ingerir cajus contaminados com a mesma substância. Na ocasião, uma vizinha foi presa por duplo homicídio qualificado e segue cumprindo pena.

Esse padrão levanta suspeitas sobre possíveis motivações e relações entre os casos. Até o momento, não há indícios que conectem diretamente o incidente atual ao ocorrido em 2024, mas as investigações permanecem em curso.

Estado de saúde dos sobreviventes

Francisca Maria, de 32 anos, segue internada no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba. Sua outra filha, de quatro anos, está em estado grave no Hospital de Urgência de Teresina. Ambas receberam atendimento emergencial após apresentarem sintomas como vômitos, convulsões e dificuldades respiratórias – efeitos típicos do “terbufós”.

Outros quatro membros da família também foram hospitalizados, mas já receberam alta. A recuperação física não elimina o impacto emocional causado pela tragédia.

O terbufós é um composto químico com efeitos devastadores no organismo humano. Ele ataca o sistema nervoso central, causando sintomas graves, como tremores, crises convulsivas e dificuldades respiratórias, que podem evoluir para paradas cardíacas ou respiratórias. A exposição à substância em qualquer quantidade é perigosa, mas em casos como este, a alta concentração agrava ainda mais o quadro.

Esse tipo de veneno, embora amplamente utilizado na agricultura, é proibido para uso doméstico devido à sua alta toxicidade. O comércio irregular da substância é outro ponto de preocupação para as autoridades.

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