*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O cenário político para a vereadora e pré-candidata a deputada, Michelly Alencar, ganhou novos contornos nesta semana de definições da janela partidária. Após considerar uma mudança de sigla, a parlamentar optou por permanecer no União Brasil, uma decisão baseada em cautela jurídica e em uma nova leitura do tabuleiro eleitoral após o desembarque de Eduardo Botelho para o MDB.
O principal fator que segurou Michelly no partido foi o jurídico. Segundo o marido da parlamentar, Jefferson Neves, houve uma orientação técnica rigorosa para evitar qualquer movimento impensado.
Mesmo com uma carta de anuência assinada pelo governador Mauro Mendes (presidente estadual da sigla), resoluções do diretório nacional do União Brasil poderiam colocar o mandato atual de Michelly em xeque.
“Teve uma orientação do advogado que não era interessante sair nesse momento por conta de uma resolução que o partido nacional teve. Havia o risco de, mesmo com a carta de liberação do Mauro, ela perder o mandato”, revelou Jefferson Neves.
Com a saída de Eduardo Botelho, que era o grande favorito da chapa, abriu-se um vácuo de votos que Michelly e o grupo acreditam poder ocupar. No entanto, o caminho não será simples. A vereadora terá que disputar votos internamente com “caciques” que já detêm mandato e forte base no interior, como: Sebastião Rezende, Dilmar Dal Bosco, Júlio Campos e Paulo Araújo (PP).
Apesar da concorrência interna, o otimismo prevalece no grupo de Michelly.
“A chapa não ficou muito ruim não, ficou uma chapa competitiva até para nós”, avaliou Jefferson.
O União Brasil projeta uma bancada forte para 2026. Além dos parlamentares com mandato, a sigla conta com nomes como o ex-secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, a presidente do Conselho Estadual de Enfermagem, Debora Santiago.

