*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), apresenta nesta quarta-feira, dia 22 de abril, um projeto de lei que visa corrigir os limites territoriais entre a Capital e Santo Antônio do Leverger. O objetivo principal é devolver ao município de Cuiabá a área onde está sendo construído o novo Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM).
O “IMBRÓGLIO” DO CEP
A polêmica começou no ano passado, após a aprovação de uma lei estadual que acabou transferindo o terreno da unidade de saúde para Santo Antônio do Leverger. A mudança gerou fortes críticas do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que chegou a afirmar que o território da capital havia sido “surrupiado”.
Para Max Russi, a medida busca pacificar a situação.
“Esperamos que, com a ajuda do Intermat, possamos apresentar esse projeto em nome das lideranças partidárias e fazer esse ajuste, resolvendo esse imbróglio”, afirmou o deputado. Ele garantiu que a alteração é meramente administrativa e não afeta o cronograma da obra.
ALFINETADAS E INVESTIMENTO
Ao comentar as críticas da prefeitura, Max Russi manteve o tom político, rebatendo as reclamações sobre a perda de território com uma ironia sobre a conservação das vias da capital.
“Talvez ele [Abilio] não esteja passando por lá por conta de uma série de buracos na via, mas o hospital não mudou, só mudou o CEP”, disparou.
O novo Hospital Universitário Júlio Müller é fruto de uma parceria robusta entre o Governo do Estado e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Com um investimento de R$ 207 milhões, a unidade terá 58,5 mil metros quadrados de área construída, consolidando-se como um centro de referência em saúde e ensino para todo o estado.

