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Leia: Marcelo Maluf defende choque de gestão em MT e propõe parcerias para zerar déficit de 120 mil casas; ASSISTA
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22 de maio de 2026 15:54

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OpiniãoMT > Blog > Haroldo Arruda > Marcelo Maluf defende choque de gestão em MT e propõe parcerias para zerar déficit de 120 mil casas; ASSISTA
Haroldo ArrudaPolítica

Marcelo Maluf defende choque de gestão em MT e propõe parcerias para zerar déficit de 120 mil casas; ASSISTA

última atualização: 22 de maio de 2026 09:02
Jornalista Mauad
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6 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

O cenário político de Mato Grosso ganhou novos contornos com a participação do empresário da construção civil e pré-candidato ao governo do Estado, Marcelo Maluf (NOVO), no podcast PODOpinar, apresentado pelo cientista político, analista e professor Haroldo Arruda. Durante a entrevista, Maluf detalhou suas diretrizes programáticas, defendeu a aplicação da eficiência da iniciativa privada na máquina pública e não poupou críticas a pautas fiscais federais e estaduais.

Com uma trajetória consolidada no setor empresarial, Maluf justificou sua inserção na disputa eleitoral pela necessidade de oferecer uma alternativa desvinculada dos vícios da política profissional. Citando as profundas raízes históricas de sua família no estado, ele afirmou que a pré-candidatura dele é uma forma de retribuir a Mato Grosso a experiência adquirida em 40 anos de atuação no mercado privado.

Questionado sobre o gargalo habitacional do estado, Maluf apresentou um diagnóstico preocupante: Mato Grosso acumula hoje um déficit aproximado de 120 mil moradias. Como solução, o pré-candidato propôs um modelo de governança compartilhada e articulada.

“Precisamos de parcerias sólidas entre os governos estadual, federal e municipais. As prefeituras entram com a doação dos terrenos e o Estado assume os investimentos em infraestrutura. Só assim conseguiremos financiar habitações populares a preços módicos para quem realmente precisa”, pontuou.

Sobre a mudança de postura nacional de seu partido em relação ao uso do fundo eleitoral, Maluf adotou uma linha pragmática. Afirmou que o NOVO deve receber uma quantia razoável em Mato Grosso e que alinhará com a executiva estadual e com o presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro, a melhor estratégia para aplicar os recursos “na hora certa”.

O empresário declarou ainda que a grande referência na vida pública dele é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), elogiando sua capacidade de impor austeridade e eficiência empresarial em um estado complexo, com mais de 850 municípios.

No plano federal, Maluf demonstrou forte otimismo com o avanço das forças de direita, cravando que “a era PT está próxima do fim” devido à dificuldade de sustentação da esquerda em um eventual cenário pós-Lula.

No entanto, o pré-candidato adotou uma postura cautelosa ao comentar o recente atrito entre o senador Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, motivado pelo caso envolvendo o Banco Master e o banqueiro Maurício Vorcaro. Maluf ponderou que o contrato de patrocínio privado de Flávio ocorreu antes das polêmicas virem à tona, mas defendeu que as investigações sigam o curso legal. Aproveitou o gancho para alfinetar a oposição no Congresso, criticando a esquerda por recuar na abertura de uma CPMI para apurar o caso.

Tratando das demandas mais sensíveis do cidadão mato-grossense, Maluf elencou a Segurança Pública como sua prioridade número um. Suas propostas miram o sufocamento das facções criminosas através de aumento expressivo do efetivo policial nas ruas, aquisição de armamento de ponta para as forças de segurança e investimentos massivos em ferramentas de inteligência tecnológica.

Na saúde, Maluf criticou duramente as filas crônicas para cirurgias e leitos de UTI. Para ele, o problema do estado não é estrutural, mas de gerenciamento.

“Mato Grosso já possui hospitais físicos suficientes. O que falta drasticamente é equipamento, insumo e uma política eficiente de contratação de mão de obra médica especializada”, criticou.

No momento mais dinâmico do podcast, o tradicional quadro “Pinga-Fogo” testou o posicionamento do pré-candidato frente a temas polêmicos. Utilizando o jargão regional, Maluf deveria acionar o botão “bobó cheira-cheira” para reprovar ou manter o silêncio (“digoreste”) para aprovar. Veja o saldo:

Fethab (Fundo de Transporte e Habitação) – REPROVOU: Maluf acionou o botão de desaprovação. Argumentou que o tributo tornou-se um peso insustentável para o produtor rural, especialmente diante do momento de crise enfrentado pelo agronegócio, exigindo uma reformulação profunda do fundo.

Carlos Fávaro (Ministro da Agricultura) – REPROVOU: Mesmo definindo-se como amigo pessoal do senador, o empresário criticou asperamente sua postura política nacional. Para Maluf, Fávaro “traiu Bolsonaro” ao se alinhar e compor o governo de centro-esquerda do PT.

Gestão Mauro Mendes – APROVOU COM RESSALVAS: Maluf manteve o silêncio regulamentar e avaliou positivamente a saúde financeira do estado. Elogiou Mendes por ter “endireitado” as contas e melhorado a malha viária. Contudo, apontou omissão nas áreas de segurança, habitação e no setor social, além de prever um severo desgaste eleitoral do atual governador com o funcionalismo público devido à taxação previdenciária de 14%.

Aécio Neves como Presidenciável – REPROVOU: Considerou um equívoco o PSDB ventilar o nome do mineiro ao Planalto, defendendo que Aécio deve se resguardar politicamente em seu estado natal, focando na disputa ao Senado.

Decretos de Controle de Redes Sociais (Governo Lula) – REPROVOU: O pré-candidato disparou duras críticas contra as medidas federais de regulação da internet, classificando as iniciativas como um atentado direto às liberdades individuais e ao direito de expressão do cidadão.

ASSISTA AO PODCAST NA INTEGRA

https://www.youtube.com/watch?v=XzjgSgySSmc&t=7s

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