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Leia: Maracanã pode ser vendido para pagar dívidas do Estado do Rio de Janeiro
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21 de outubro de 2026 21:45

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Maracanã pode ser vendido para pagar dívidas do Estado do Rio de Janeiro
Brasil

Maracanã pode ser vendido para pagar dívidas do Estado do Rio de Janeiro

Governo do Rio pode incluir o Maracanã entre os imóveis vendidos para reduzir dívida de R$ 12,3 bilhões com vencimento em 2026.

Redação OPMT
Publicado em: 24 de outubro de 2025
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4 Minutos de Leitura
Maracanã pode ser vendido para pagar dívidas do Estado do Rio de Janeiro
Estádio Jornalista Mário Filho, apelidado como Maracanã. Imagem: Redes Sociais.
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O governo do Estado do Rio de Janeiro avalia incluir o Maracanã na lista de imóveis que poderão ser alienados para ajudar a quitar parte da dívida estadual, estimada em R$ 12,3 bilhões e com vencimento previsto para 2026. A proposta consta em um relatório elaborado por um grupo de trabalho da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), liderado pelo deputado Alexandre Knoploch (PL), divulgado nesta quinta-feira (23).

O documento revisa o Projeto de Lei Complementar nº 40/2025 e sugere ajustes na relação de bens públicos que podem ser utilizados no pagamento da dívida com a União. De acordo com a Alerj, foram acrescentados 30 novos endereços e retirados 16, totalizando agora 62 imóveis passíveis de alienação.

Complexo do Maracanã entra na lista de ativos negociáveis

Entre os bens retirados da lista estão o Complexo Esportivo Caio Martins, localizado em Niterói, e o Batalhão da Polícia Militar do Leblon, na zona sul da capital fluminense. Já o Complexo do Maracanã foi adicionado ao grupo de ativos que poderão ser alienados pelo Estado.

Durante a discussão do relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado Rodrigo Amorim (União Brasil) afirmou que a medida pode representar uma economia significativa para os cofres públicos. Segundo ele, o governo gasta valores elevados na manutenção do Maracanã, estimando que cada partida realizada no estádio custa, em média, R$ 1 milhão ao Executivo estadual.

Atualmente, o estádio é administrado em regime de concessão compartilhada entre Flamengo e Fluminense. O contrato, assinado em setembro de 2024, prevê gestão por 20 anos, com o Flamengo detendo 65% da participação societária e o Fluminense, 35%. À época, o governador Cláudio Castro (PL) declarou que o Estado esperava arrecadar cerca de R$ 186 milhões em investimentos no complexo esportivo.

Em outubro de 2025, a Casa Civil do Estado iniciou estudos sobre a viabilidade de comercializar os naming rights do Maracanã, uma proposta apresentada pelos clubes que administram o estádio.

Áreas próximas e situação da Aldeia Maracanã

O relatório também aborda o entorno do estádio, mencionando que parte das áreas adjacentes, como a da Aldeia Maracanã, ainda não possui destinação social definida. O deputado Rodrigo Amorim destacou que o espaço, com cerca de 14 mil metros quadrados, encontra-se em situação precária e sem uso público adequado, o que reforçaria a inclusão do conjunto na lista de ativos.

Dos 62 imóveis listados no relatório, 24 estão localizados na zona norte do Rio, 18 no centro, 9 na zona sul, 4 na zona sudoeste, 3 na zona portuária e 1 na zona oeste. Outros dois estão fora da capital, um em Niterói e outro em Cachoeiras de Macacu.

A iniciativa faz parte da estratégia estadual de adesão ao Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), que permite a utilização de bens públicos para abater valores devidos à União. O governo do Rio pretende, com isso, reduzir encargos financeiros e equilibrar as contas públicas.

O relatório será agora encaminhado para votação no plenário da Alerj. Caso seja aprovado, caberá ao governo do Estado definir o modelo de alienação que poderá ocorrer por meio de venda, concessão ou parceria público-privada e as condições de transferência dos imóveis listados.

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