*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Léo Bortolin, deve oficializar a renúncia ao cargo na próxima semana. O movimento é estratégico e visa viabilizar pré-candidatura ao cargo de deputado estadual.
A decisão de deixar o comando de uma das entidades mais influentes do estado ocorre após uma análise técnica e jurídica rigorosa sobre os prazos e condições de elegibilidade.
SEGURANÇA JURÍDICA E CONSULTA AO TRE-MT
Bortolin optou pela renúncia definitiva após realizar uma consulta formal ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). O objetivo era entender se o simples licenciamento do cargo seria suficiente para a disputa eleitoral sem riscos de impugnação.
Diante da falta de segurança jurídica absoluta sobre a manutenção da licença sem prejuízo à candidatura, o gestor preferiu o caminho da renúncia.
A medida visa garantir tranquilidade jurídica ao processo, evitando questionamentos futuros que pudessem comprometer o registro de candidatura junto à Justiça Eleitoral.
Ao comunicar a saída, Léo Bortolin destacou que deixa a AMM com o “sentimento de dever cumprido”. Durante a gestão, a entidade intensificou o apoio técnico aos 141 municípios, fortalecendo a articulação entre as prefeituras e os governos Estadual e Federal.

