*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O vereador afastado de Barra do Bugres, Laércio Norberto Júnior, conhecido como “Júnior Chaveiro”, quebrou o silêncio após ser preso pela Polícia Militar no bairro Porto, em Cuiabá.
O parlamentar negou veementemente as acusações de que teria torturado a namorada com uma chave de fenda e afirmou ser vítima de “inverdades” motivadas pelo cargo público.
A VERSÃO DO PARLAMENTAR: “APENAS UM CASO”
Laércio buscou minimizar o vínculo com a vítima e negou a existência de matrimônio.
“Primeiro porque ela não é minha esposa. Eu não sou casado, sou solteiro. A gente tinha um caso, a gente saía”, declarou.
Sobre a madrugada do crime, o vereador apresentou uma versão de confronto mútuo.
“Eu não pratiquei o que estão falando aí. Eu não agredi. Eu me defendi. Eu tenho vários hematomas também, fiz exame de corpo de delito. Vou provar dentro do processo que eu não devo isso que estão me acusando”, defendeu-se.
Questionado sobre o período em que foi considerado foragido pela Justiça de Barra do Bugres, Júnior Chaveiro afirmou que não estava se escondendo das autoridades, mas aguardando na casa de familiares.
“Me apresentei na delegacia, fui ao fórum, fiz meu depoimento. Até então, não tinha mandado de prisão. Quando fiquei sabendo, estava na casa da minha filha e permaneci lá. A polícia chegou e eu me entreguei”, explicou o vereador, tentando afastar a tese de que estaria tentando burlar a aplicação da lei.
Para o parlamentar, a gravidade das acusações e a repercussão do caso estão ligadas à sua atuação na Câmara Municipal.
“Tem muitas inverdades porque eu sou político, sou vereador”, desabafou, sugerindo que o episódio estaria sendo utilizado para prejudicar sua carreira pública.
O CONTEXTO JURÍDICO
Apesar da negativa, o mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara de Barra do Bugres segue fundamentado nos indícios de agressão grave e cárcere privado.

