*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em declarações recentes, o deputado estadual Júlio Campos afirmou que a legenda está mais competitiva do que nunca. Segundo o parlamentar, a saída de nomes como o deputado Eduardo Botelho, ironicamente abriu espaço para uma reconfiguração que torna o partido mais atraente para novos candidatos.
Com a nova configuração, o União Brasil passa a contar com uma base sólida de três deputados estaduais de mandato: Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende e o próprio Júlio Campos. De acordo com Júlio, essa redução no número de detentores de mandato é o “chamariz” necessário para completar o grupo.
“Ficamos três deputados estaduais e, com isso, nós conseguimos agregar mais 15 outros candidatos e candidatas para vir somar no projeto de elegermos quatro deputados estaduais novamente”, explicou o deputado, sinalizando que a meta é manter a bancada forte na Assembleia Legislativa (ALMT).
Um dos pontos centrais da articulação de Júlio Campos envolve a vereadora por Cuiabá, Michelly Alencar. Anteriormente, a vereadora considerava buscar a desfiliação por vias judiciais, temendo a falta de espaço ou uma disputa desigual dentro da legenda.
Para Júlio, o novo desenho do partido favorece diretamente a parlamentar.
“Se tivéssemos uma chapa com quatro deputados estaduais, ela teria mais dificuldade. Com três, todos entram em condição de igualdade para disputar”, afirmou.
Após um período de intensas movimentações e incertezas internas, Júlio Campos avalia que o saldo é positivo. Para ele, o partido conseguiu atravessar a turbulência e sair com uma estrutura organizada tanto para a disputa estadual quanto federal.
“Foi um período de muita confusão, mas o União ficou bem situado. Conseguimos estruturar a chapa e manter um grupo competitivo”, concluiu Júlio Campos, reforçando que o partido vai para o pleito de 2026 com a possibilidade de vitória nas duas frentes.

