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Leia: Investigação confirma que PCC usava 60 motéis para lavar dinheiro
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OpiniãoMT > Blog > Polícia > Investigação confirma que PCC usava 60 motéis para lavar dinheiro
Polícia

Investigação confirma que PCC usava 60 motéis para lavar dinheiro

Receita e MPSP investigam motéis usados pelo PCC para lavar dinheiro e movimentar milhões em SP.

Redação OPMT
Publicado em: 25 de setembro de 2025
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3 Minutos de Leitura
Investigação confirma que PCC usava 60 motéis para lavar dinheiro
A Operação Spare cumpriu 25 mandados na Região Metropolitana de São Paulo. Imagem: Receita Federal.
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Uma investigação conjunta da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelou que cerca de 60 motéis foram utilizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) como parte de um esquema de lavagem de dinheiro. Esses estabelecimentos, registrados em nome de laranjas, movimentaram mais de R$ 450 milhões entre 2020 e 2024, evidenciando a complexidade da operação criminosa.

A utilização de motéis para lavar dinheiro integra um esquema mais amplo que inclui combustíveis, jogos de azar e outros negócios ligados à facção.

Motéis para lavar dinheiro e movimentação financeira irregular

De acordo com a Receita Federal, diversos motéis operavam com uma movimentação financeira muito superior à declarada oficialmente. Em alguns casos, um único estabelecimento chegou a distribuir 64% da receita bruta declarada aos sócios, todos ligados à facção.

Restaurantes dentro desses motéis, que possuíam CNPJs próprios, também integravam o esquema, registrando faturamentos milionários e repassando parte significativa dos lucros aos envolvidos.

Além dos motéis, o PCC ampliou suas operações para franquias e o setor de construção civil. A movimentação total das empresas envolvidas chegou a R$ 1 bilhão, embora apenas R$ 550 milhões tenham sido registrados em notas fiscais. 

Durante o período investigado, foram recolhidos R$ 25 milhões em tributos federais, enquanto R$ 88 milhões em lucros foram distribuídos entre os sócios. Entre os bens adquiridos pelo grupo estão um iate de 23 metros, um helicóptero, um Lamborghini Urus e terrenos avaliados em mais de R$ 20 milhões.

Liderança do esquema e atuação em combustíveis

O empresário Flávio Silvério Siqueira, conhecido como Flavinho, é apontado como líder do esquema e já era investigado por adulteração de combustíveis. A Receita identificou 267 postos ativos vinculados ao grupo, que movimentaram R$ 4,5 bilhões, porém recolheram apenas 0,1% em tributos, evidenciando a extensão das fraudes fiscais.

A Operação Spare cumpriu 25 mandados na Região Metropolitana de São Paulo e no interior do estado, contando com 64 servidores da Receita, 28 do MPSP e cerca de cem policiais militares. As investigações também apontaram fraudes em declarações de Imposto de Renda, com retificações irregulares que inflaram patrimônios em R$ 120 milhões.

O esquema ainda possui conexões com outras operações contra o crime organizado, como Carbono Oculto e Rei do Crime, e ações recentes como a Operação Cadeia de Carbono, que apreendeu cargas de petróleo avaliadas em R$ 240 milhões no Porto do Rio.

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